Alego: Conselho de Ética avalia sanções a deputados por escalada de conflitos

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) se encontra em um momento de tensão, com a Mesa Diretora e a Comissão de Ética avaliando possíveis medidas disciplinares contra os deputados estaduais Major Araújo (PL) e Amauri Ribeiro (PL). A decisão surge após uma série de confrontos e episódios de acaloradas discussões que marcaram as sessões plenárias recentes, levantando preocupações sobre o decoro parlamentar e a manutenção da ordem na Casa.
punição: cenário e impactos
Os incidentes, que culminaram em tumulto e até no encerramento antecipado de sessões, colocaram em evidência a necessidade de intervenção para garantir o funcionamento adequado do Legislativo goiano. A análise das sanções reflete a gravidade dos fatos e a busca por uma resposta institucional que reforce o respeito às normas e à convivência democrática entre os parlamentares.
Conflitos intensos marcam o plenário da Alego
A escalada dos conflitos atingiu um novo patamar durante a sessão realizada na última quarta-feira, 12 de maio de 2026. Na ocasião, o deputado Major Araújo utilizou a tribuna para solicitar autorização para entrar armado no plenário, alegando a necessidade de legítima defesa. Segundo o parlamentar, ele teria sido alvo de ameaças dentro da própria Assembleia, o que justificaria sua demanda por segurança pessoal.
Durante seu pronunciamento, Major Araújo proferiu a declaração de que não iria “para os tapas com vagabundo nenhum”, uma fala que reverberou pelo plenário e acentuou o clima de animosidade. Pouco depois, foi a vez de Amauri Ribeiro subir à tribuna, exibindo vídeos de um bate-boca anterior, ocorrido na semana passada. As imagens mostravam Major Araújo afirmando que o colega “amanheceria morto” caso colocasse as mãos nele.
A exibição dos vídeos provocou um novo tumulto generalizado, forçando o presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), a encerrar a sessão de forma abrupta. Este episódio não foi isolado; na quinta-feira anterior, 7 de maio de 2026, os dois deputados já haviam protagonizado uma confusão que exigiu a intervenção da Polícia Legislativa e resultou no encerramento antecipado dos trabalhos plenários.
O papel do Conselho de Ética e as possíveis sanções
Diante do cenário de recorrentes desentendimentos, a Mesa Diretora e a Comissão de Ética da Alego foram acionadas para avaliar as medidas disciplinares cabíveis. Conforme informações divulgadas pelo Jornal Opção, a comissão está empenhada em discutir as possíveis sanções que podem ser aplicadas aos deputados envolvidos, visando restaurar a ordem e o respeito dentro do ambiente legislativo.
Entre as punições que estão sendo analisadas, destaca-se a suspensão temporária do uso da tribuna. Esta medida, prevista no regimento interno da Casa, impediria os parlamentares de fazerem uso do espaço de fala durante um período determinado, impactando diretamente sua capacidade de expressar opiniões e defender seus posicionamentos em plenário.
O presidente da Comissão de Ética, deputado Charles Bento (MDB), confirmou que se reunirá com o presidente da Alego, Bruno Peixoto, para deliberar sobre as ações a serem tomadas. A Procuradoria-Geral da Assembleia também será consultada para analisar a legalidade e a adequação das punições propostas, garantindo que as decisões estejam em conformidade com o regimento interno e a legislação vigente. Este processo é fundamental para assegurar a transparência e a justiça nas deliberações.
A importância do decoro parlamentar e a repercussão
A série de conflitos entre os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro na Alego levanta questões importantes sobre o decoro parlamentar e a imagem da instituição perante a sociedade. O ambiente de uma assembleia legislativa, por sua natureza, é um palco de debates e divergências políticas, mas a civilidade e o respeito mútuo são pilares essenciais para o bom funcionamento democrático.
Episódios de ameaças, exibições de vídeos de confrontos e pedidos para entrada armada no plenário extrapolam os limites do debate político saudável, podendo minar a confiança da população na capacidade dos seus representantes de legislar com seriedade e responsabilidade. A atuação do Conselho de Ética, neste contexto, é crucial para reafirmar os valores institucionais e garantir que o ambiente de trabalho dos parlamentares seja pautado pelo respeito às normas e à dignidade do cargo.
A repercussão de tais eventos transcende os muros da Assembleia, alcançando a opinião pública e as redes sociais, onde a conduta dos parlamentares é frequentemente alvo de escrutínio. A expectativa é que as medidas disciplinares, caso aplicadas, sirvam como um precedente para coibir futuras condutas inadequadas e preservar a imagem e a credibilidade do Poder Legislativo goiano. Para mais informações sobre o funcionamento da Assembleia Legislativa de Goiás, consulte o site oficial da Alego.
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