Zoológico de Mabel: Pré-histórico até no Pix”

No último sábado, 26 de julho de 2025, fui ao Zoológico com minha netinha – programa clássico de avô apaixonado. Pipoca na mão, sorriso no rosto, e o coração cheio com o abraço de uma criança, que, sinceramente, deve ser o mais próximo do abraço de Deus: puro, sincero e mágico.
Mas a magia acabou logo na bilheteria. Uma placa salta aos olhos: “Só aceitamos dinheiro vivo.” Em plena era digital, com PIX, QR Code, cartão, smartwatch e até reconhecimento facial, o Zoológico de Goiânia decidiu voltar no tempo – talvez para combinar com os dinossauros da decoração temática.
UM AGIOTA QUE NÃO É MACACO MAS QUEBRA O GALHO .
E aí começa o show de macaquices administrativas. A prefeitura, que se vende como moderna e tecnológica, exige pagamento em espécie. Mas calma, o “herói” do dia apareceu: um agiota do bem, com uma maquininha de cartão na mão e uma taxa no bolso, que quebra o galho da galera. Você passa o cartão com ele, ele te dá o dinheiro, você paga a entrada. Simples, né? Mas vergonhoso.
Lá dentro, o cenário é desolador. Animais sumindo, pintura descascando, banheiros em petição de miséria. E ainda dizem que é um “ponto turístico”. Nem o Wi-Fi funciona. Quer baixar o app da prefeitura pra pagar? Só se for na internet da NASA.
Enquanto pipoqueiros e ambulantes têm maquininhas de cartão, o caixa oficial parece viver na Idade da Pedra. No final, o passeio valeu pelo verde e pelas risadas – porque se não for pra rir, a gente chora.
Prefeito, com todo respeito: o zoológico tá virando piada. Só não perde pro dinossauro… que ainda aceita cheque.



