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Maternidade nega retenção de pacientes após médica sugerir boicote a eleitores

Apuração interna descarta atraso em altas hospitalares

A direção da Maternidade Célia Câmara, localizada em Goiânia, informou que, após análise preliminar de seus registros, não houve qualquer alteração no cronograma de altas de pacientes durante o período eleitoral. A unidade de saúde tornou-se alvo de investigação após a circulação de uma mensagem enviada pela médica Marcella Segato de Sousa Melo em um grupo de WhatsApp, na qual ela orientava colegas a não liberarem pacientes que fossem eleitores do PT.

Segundo a administração do hospital, a apuração interna segue em curso para esclarecer todos os detalhes do episódio. No entanto, a direção reforçou que o fluxo de atendimento foi mantido estritamente conforme os protocolos técnicos, sem que a preferência política de qualquer paciente interferisse nas decisões clínicas ou administrativas da equipe médica.

Suspensão de contrato e desdobramentos jurídicos

Diante da repercussão do caso, a médica teve seu contrato de trabalho suspenso temporariamente pela unidade. A defesa da profissional esclareceu, por meio de nota, que a medida não configura uma demissão definitiva, mas sim um afastamento preventivo enquanto os procedimentos administrativos internos são concluídos para determinar a responsabilidade sobre o conteúdo compartilhado.

Em manifestações anteriores, a profissional pediu desculpas pelo teor da mensagem enviada na sexta-feira (2), que antecedeu o primeiro turno das eleições. Ela reiterou que, apesar do comentário, nenhuma decisão médica foi efetivamente tomada com base em inclinações políticas, e que o atendimento aos pacientes seguiu critérios puramente técnicos e de saúde.

Investigação pelo Ministério Público

O caso ultrapassou os limites da gestão hospitalar e chegou ao conhecimento das autoridades competentes. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) e à Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás, que iniciaram diligências para apurar possíveis crimes eleitorais ou violações aos direitos fundamentais dos pacientes, incluindo o livre exercício do voto.

A Procuradoria informou que adotou medidas preventivas visando assegurar a integridade do processo eleitoral para o segundo turno. Embora os detalhes específicos das investigações sigam sob sigilo, o órgão reafirmou seu compromisso com a fiscalização de condutas que possam interferir no direito constitucional de voto dos cidadãos brasileiros, conforme detalhado em reportagem do portal g1.

O Parlamento segue acompanhando o desenrolar das apurações internas e das instâncias judiciais sobre este caso. Para se manter informado sobre os desdobramentos deste e de outros temas relevantes da política e do cotidiano nacional, continue acompanhando nossa cobertura diária, pautada pela transparência e pelo compromisso com a informação de qualidade.

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