Procon apreende mais de 2 mil figurinhas falsificadas da Copa do Mundo em Goiânia

Fiscalização combate a venda de produtos irregulares no comércio
Uma operação de fiscalização realizada pelo Procon Goiás nesta terça-feira (23) resultou na apreensão de 2.268 figurinhas da Copa do Mundo de 2026 com fortes indícios de falsificação. A ação ocorreu em dois estabelecimentos comerciais situados no Setor Central, em Goiânia, após denúncias sobre a procedência dos itens que circulavam no mercado local.
Ao todo, os agentes recolheram 324 pacotes que eram comercializados como se fossem compatíveis com o álbum oficial da competição. A irregularidade chamou a atenção das autoridades não apenas pela ausência de documentação fiscal, mas também pelo valor praticado na venda ao consumidor final.
Preço abaixo do mercado e propaganda enganosa
Um dos pontos centrais da investigação é a discrepância de valores. Enquanto o preço oficial praticado pela fabricante licenciada pela FIFA gira em torno de R$ 7, os pacotes apreendidos estavam sendo vendidos por R$ 4. Essa diferença expressiva, quase metade do valor de mercado, é um dos principais sinais de alerta para o consumidor.
Além do prejuízo financeiro, o Procon destacou que um dos estabelecimentos fiscalizados utilizava redes sociais para anunciar os itens como produtos originais. Essa prática pode configurar propaganda enganosa, uma vez que induz o comprador ao erro sobre a autenticidade e a real procedência do material adquirido.
Como identificar itens falsificados
Durante a análise técnica, os fiscais constataram que, embora as figurinhas tentassem mimetizar o design oficial, apresentavam falhas grosseiras na execução. A qualidade do papel, a nitidez da impressão e o acabamento dos cards foram os fatores determinantes para a constatação da fraude. O órgão de proteção ao consumidor reforça que a compra de produtos falsificados não apenas fere o direito do consumidor, mas também prejudica o mercado formal.
Para evitar cair em golpes, o Procon Goiás orienta que os colecionadores priorizem a compra em livrarias, bancas de jornal e papelarias de confiança. É fundamental verificar se a embalagem traz informações claras sobre o fabricante e o distribuidor autorizado. Ao notar irregularidades, o consumidor deve denunciar o estabelecimento aos órgãos de fiscalização competentes.
Cuidados redobrados nas compras online
A expansão do comércio eletrônico também exige atenção redobrada. Para quem busca completar o álbum pela internet, a recomendação é utilizar apenas lojas oficiais ou canais de venda reconhecidos. O consumidor deve observar se o site possui protocolos de segurança, como o cadeado de proteção no navegador, e pesquisar a reputação do vendedor antes de efetuar qualquer transação.
O Procon sugere ainda que, ao realizar pagamentos via Pix, o comprador confira se a chave utilizada corresponde ao CNPJ do estabelecimento comercial. O uso de cartões virtuais é outra medida recomendada para proteger dados bancários em transações digitais. Para mais informações sobre direitos do consumidor e orientações de segurança, continue acompanhando as atualizações de O Parlamento, seu portal de referência em notícias com credibilidade e compromisso social. Você pode conferir mais detalhes sobre as normas de consumo no site oficial do Procon Goiás.




