Goiânia

Câmara de Goiânia veta banheiros unissex na rede municipal de ensino em nome da privacidade

Segurança e privacidade no ambiente escolar

O plenário da Câmara Municipal de Goiânia aprovou, nesta terça-feira (29), o projeto de lei de autoria do vereador Igor Franco (Podemos) que veda a instalação, adaptação ou utilização de banheiros de uso comum por pessoas de sexos biologicamente distintos em instituições de ensino da rede municipal. A medida, que passou em última votação, estabelece novas diretrizes para a infraestrutura sanitária nas unidades escolares da capital goiana.

A proposta busca, segundo o autor, assegurar a proteção e a privacidade de alunos, professores e servidores. O texto argumenta que a separação por sexo biológico é uma medida necessária para garantir a integridade física e o bem-estar dos estudantes, prevenindo situações de vulnerabilidade, constrangimento ou possíveis episódios de assédio dentro do ambiente educacional.

Motivação e fiscalização em unidades de ensino

A iniciativa ganhou força após relatos de mudanças na estrutura de algumas unidades. O vereador Igor Franco afirmou ter constatado, em visitas técnicas, a existência de banheiros e áreas de ducha compartilhadas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), como o CMEI Primeiros Passos. A partir dessas observações, o parlamentar defendeu a urgência de uma regulamentação municipal que padronize o uso dos espaços sanitários.

Para o legislador, a medida respeita o desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes. A justificativa apresentada pelo gabinete do vereador enfatiza que a separação dos espaços visa proporcionar um ambiente mais confortável para a comunidade escolar, reforçando o papel das instituições de ensino em oferecer segurança e privacidade em momentos de uso dos sanitários.

Contexto e desdobramentos da legislação

A aprovação do projeto reflete um debate que tem ocorrido em diversas esferas legislativas do país sobre a gestão de espaços públicos e o uso de banheiros em prédios educacionais. A discussão envolve diferentes visões sobre privacidade, normas de convivência e a estrutura física das escolas públicas.

Com a aprovação em última votação, o projeto segue agora os trâmites regimentais para a sanção ou veto do Poder Executivo municipal. A expectativa é que a norma, caso sancionada, exija adequações nas unidades que atualmente operam com modelos de uso comum, impactando diretamente a rotina administrativa e a infraestrutura dos CMEIs e escolas de ensino fundamental em Goiânia.

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