Cores das bandejas de carne nos supermercados: entenda o que elas realmente indicam

Ao percorrer o corredor de carnes de um supermercado, é comum notar que os cortes estão dispostos em bandejas de cores variadas. O que muitos consumidores interpretam como uma classificação técnica ou um selo de qualidade, na verdade, faz parte de uma estratégia de marketing visual desenhada para influenciar a experiência de compra e organizar o setor de açougue.
A psicologia das cores no varejo alimentar
A escolha da cor da bandeja não segue uma norma técnica ou regulamentação sanitária universal. Na prática, o uso dessas tonalidades é uma decisão interna de cada rede varejista, que utiliza o apelo visual para destacar produtos específicos nas gôndolas refrigeradas. A cor preta, por exemplo, é frequentemente associada a cortes premium ou seleções especiais. Ao utilizar embalagens escuras, o estabelecimento busca transmitir uma percepção de sofisticação e valor agregado, fazendo com que o item se sobressaia visualmente entre as demais opções.
Já o uso do vermelho e do branco é um clássico do setor. O vermelho, em particular, é utilizado para criar um contraste cromático com a carne bovina, realçando a cor natural do produto e tornando-o mais atraente aos olhos do cliente. Essa estratégia de merchandising é fundamental para guiar o olhar do consumidor em um ambiente repleto de opções, facilitando a identificação rápida de produtos de consumo padrão.
Estratégias de preço e a sinalização amarela
Além da estética, a coloração das embalagens pode servir como um sinalizador de ofertas. O amarelo é comumente empregado para destacar itens que estão em promoção ou que possuem um preço reduzido. Para o consumidor atento, essa cor pode funcionar como um atalho visual para identificar oportunidades de economia. No entanto, é preciso cautela: como não existe um padrão obrigatório, um supermercado pode utilizar o amarelo para promoções, enquanto outro pode adotá-lo apenas por uma questão de identidade visual da marca.
O papel fundamental da etiqueta e da inspeção visual
Independentemente da cor da bandeja, especialistas em segurança alimentar reforçam que a análise técnica deve sempre prevalecer sobre a percepção visual. A embalagem, por mais bem apresentada que esteja, não substitui a leitura atenta da etiqueta. É indispensável verificar a data de validade, as condições de armazenamento e a procedência do item, conforme orientado por órgãos como a Anvisa.
Além disso, o consumidor deve observar a integridade física da embalagem. Vazamentos, furos no filme plástico ou acúmulo excessivo de líquidos podem indicar falhas na cadeia de frio ou manipulação inadequada. O aspecto da carne, que deve apresentar coloração uniforme e ausência de odores estranhos, continua sendo o indicador mais confiável de qualidade. As cores das bandejas são, portanto, ferramentas de organização e marketing, mas a responsabilidade pela escolha final permanece nas mãos de quem compra.
O Parlamento segue acompanhando as dinâmicas do mercado e os hábitos de consumo para trazer informações que auxiliam o seu dia a dia. Continue conosco para conferir análises aprofundadas, notícias atualizadas e conteúdos que conectam você aos principais temas da atualidade com credibilidade e transparência.




