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Greve nacional dos bancários da Caixa continua após rejeição de proposta sobre plano de saúde

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional, iniciada na última quinta-feira (10), após rejeitarem a proposta final apresentada pela instituição financeira. A paralisação, que ocorre por tempo indeterminado, reflete o impasse nas negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com o plano de saúde dos funcionários figurando como o principal entrave para um consenso entre as partes.

A decisão de continuar o movimento paredista foi consolidada após assembleias realizadas em diversas bases sindicais. No Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por exemplo, 68% dos trabalhadores votaram contrariamente à oferta do banco. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou que mais de 90% das bases sindicais já haviam recusado o texto anterior, evidenciando uma insatisfação generalizada com os termos propostos pela direção da Caixa.

Impasse sobre o Saúde Caixa

O ponto central da discórdia é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta da instituição incluía alterações profundas no modelo de custeio e nas regras de coparticipação. Entre as mudanças sugeridas estavam a implementação de contribuições mensais baseadas na faixa etária, cobranças por dependentes e a elevação do teto anual de coparticipação por grupo familiar, que passaria de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil.

Além disso, o banco propôs a criação de um piso de R$ 50 por beneficiário e o aumento do valor de consultas em pronto-socorro para R$ 150. Em contrapartida, a Caixa ofereceu um aumento de 6,5% para 8% no limite de sua participação no custeio do plano e um aporte de R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027. Para os trabalhadores, contudo, as novas regras de cobrança e o aumento dos custos diretos superam os benefícios oferecidos.

Possibilidade de dissídio coletivo

Diante da rejeição, a Caixa Econômica Federal classificou a proposta como final e sinalizou que pode recorrer à Justiça do Trabalho. O banco avalia o ingresso de um dissídio coletivo, um instrumento jurídico utilizado para que o Poder Judiciário intervenha e estabeleça as condições de trabalho e remuneração, encerrando o impasse. Mesmo com a ameaça de judicialização, a instituição afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas em busca de uma solução.

Enquanto a greve persiste, a Caixa orienta seus clientes a utilizarem os canais digitais para a realização de serviços bancários. Aplicativos como o Caixa Tem, Internet Banking e o atendimento via WhatsApp seguem operando, assim como a rede de caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. O atendimento telefônico pelo Alô Caixa também permanece disponível para esclarecer dúvidas dos usuários.

Cenário distinto no setor bancário

A situação na Caixa contrasta com o cenário observado no Banco do Brasil. Na maior parte das bases sindicais, os funcionários do Banco do Brasil aprovaram a proposta apresentada pela instituição e retomaram as atividades normais na sexta-feira (11). Embora a paralisação ainda persista em 18 bases sindicais específicas, o movimento no Banco do Brasil mostra-se significativamente mais contido do que na Caixa, onde a greve mantém agências fechadas em diversos estados.

O Parlamento segue acompanhando o desenrolar das negociações entre os bancários e a Caixa Econômica Federal. Continue conectado ao nosso portal para receber atualizações em tempo real sobre os impactos da greve e os desdobramentos desta disputa trabalhista que afeta milhões de brasileiros em todo o país.

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