Gustavo Gayer nega aliança com Mendanha e repudia uso indevido de sua imagem

Esclarecimento sobre a associação indevida
O deputado federal e candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL) utilizou suas redes sociais para desmentir, nesta sexta-feira (4/9), qualquer vínculo ou apoio à candidatura de Gustavo Mendanha (PRD). O posicionamento ocorre após a circulação de materiais gráficos, conhecidos como “cards”, que sugeriam uma “dobradinha” eleitoral entre os dois políticos.
O material, que ganhou força nos últimos dias, trazia a mensagem “Para de Gracinha, vem pra dobradinha: Gustavo Gayer e Gustavo Mendanha”. A peça publicitária causou confusão entre eleitores, levando o parlamentar do PL a reforçar que a iniciativa não partiu de sua equipe de campanha e não possui qualquer autorização oficial.
A estratégia do segundo voto
Na avaliação de Gayer, a disseminação desses conteúdos faz parte de uma estratégia política para atrair o chamado “segundo voto” de seus apoiadores. Como o sistema eleitoral para o Senado em 2026 permite que o eleitor escolha dois nomes distintos, candidatos buscam frequentemente associar suas imagens a figuras com maior densidade eleitoral para capturar essa segunda preferência.
“É uma estratégia, eu acredito que o Mendanha possa estar usando pra pegar o meu segundo voto. É uma estratégia dele, não há nada que eu possa fazer pra impedir ele fazer isso”, declarou o deputado. Ele comparou a situação a outros cenários hipotéticos, ressaltando que a prática de criar composições não autorizadas é um movimento comum em disputas acirradas, mas que não reflete a realidade de suas alianças.
Alinhamento oficial do PL em Goiás
Para evitar ambiguidades, Gustavo Gayer reiterou que seu apoio oficial na corrida ao Senado é destinado exclusivamente a Oséias Varão, também filiado ao PL. O parlamentar enfatizou que tem solicitado esse voto em todos os seus atos de campanha e eventos públicos, consolidando a chapa do partido.
O cenário eleitoral do PL em Goiás é composto por Wilder Morais, que disputa o Governo de Goiás, e a dupla Gayer e Oséias Varão na corrida ao Senado. A negativa pública serve, portanto, para blindar a base eleitoral do partido contra a fragmentação de votos e reafirmar o projeto político do grupo para o pleito.
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