Goiás

Cacique Cobra Coral nega atuação no Rock in Rio 2026 e foca em reservatórios

A edição de 2026 do Rock in Rio, que começa nesta sexta-feira (4) na capital fluminense, terá um componente climático incerto e sem a intervenção da Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC). A instituição, conhecida por realizar trabalhos de controle meteorológico, confirmou que não foi contratada pela organização do festival para esta edição, apesar de ter recebido uma enxurrada de pedidos de fãs preocupados com a previsão do tempo.

Foco em reservatórios e ausência de acordo

Segundo Osmar Santos, porta-voz da fundação e marido da médium Adelaide Scritori, a FCCC tem concentrado seus esforços operacionais em São Paulo. O objetivo atual da entidade é contribuir para a elevação do nível do Sistema Cantareira, que opera com menos de 40% de sua capacidade hídrica. A demanda por parte do público, que enviou mais de 2 mil e-mails e mensagens via WhatsApp na última semana, não foi suficiente para alterar o planejamento estratégico da organização para o período.

Santos esclareceu que, ao contrário de anos anteriores, não houve qualquer contato por parte da direção do festival. “Quando tínhamos a parceria com o Rock in Rio, começávamos este trabalho de encher os reservatórios seis meses antes. Era o próprio Roberto Medina quem nos procurava”, relembrou o porta-voz. Sem o contrato, a fundação mantém sua agenda focada em questões ambientais e de prevenção de desastres.

Histórico de uma parceria inusitada

A relação entre o festival e a fundação remonta a 2001, quando Roberto Medina buscou alternativas para evitar que a lama e as chuvas, que marcaram a estreia do evento em 1985, prejudicassem o público. Conforme detalhado no livro Rock in Rio: a história, do jornalista Luiz Felipe Carneiro, a contratação inicial teria envolvido valores na casa dos US$ 10 mil, com cláusulas de sucesso atreladas ao desempenho climático.

A parceria atravessou fronteiras, sendo aplicada em edições internacionais em Lisboa e Las Vegas. Contudo, a relação passou por altos e baixos. Em 2011, uma falha logística de credenciamento impediu a atuação da equipe, resultando em chuva durante o evento. Em 2015, a colaboração foi retomada, mas um temporal ainda atingiu a Cidade do Rock. Desde então, a FCCC não foi mais contratada para as edições de 2017, 2019, 2022 e 2024, todas marcadas por registros de precipitação.

Previsão do tempo para o festival

Enquanto a fundação se mantém distante da Cidade do Rock, os olhares se voltam para as previsões do Climatempo. A abertura do evento nesta sexta-feira deve ser marcada por sol e temperaturas próximas aos 30°C. No entanto, o cenário muda a partir de sábado (5), com 87% de chance de chuva à noite. A instabilidade deve persistir no domingo (6), com 89% de probabilidade de precipitação, e na segunda-feira (7), com chuvas passageiras.

Embora a FCCC mantenha um convênio vigente com a Prefeitura do Rio de Janeiro para atuar na prevenção de danos por vendavais e inundações, a instituição reforça que tal acordo é distinto de uma contratação privada. O compromisso com o poder público, segundo a fundação, é realizado de forma gratuita, visando o bem-estar coletivo da cidade. O portal O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos do festival e os impactos climáticos na capital carioca. Continue conosco para mais informações atualizadas sobre os principais eventos e temas de relevância nacional.

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