Aos 11 anos, menino transforma venda de pavês em rede de solidariedade no Rio

A iniciativa que nasceu na despensa de casa
Aos 11 anos, Enzo Bard demonstrou que a vontade de ajudar ao próximo não conhece barreiras de idade. Morador do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, o menino decidiu transformar sua habilidade na cozinha em uma ferramenta de transformação social. O que começou como uma atividade despretensiosa, utilizando apenas ingredientes que já estavam na despensa de sua casa, rapidamente se converteu em uma mobilização comunitária que impactou dezenas de famílias em situação de vulnerabilidade.
Motivado pelas notícias sobre as dificuldades econômicas enfrentadas por trabalhadores durante o período de isolamento social, Enzo buscou uma forma prática de colaborar. A estratégia foi simples e eficaz: preparar pavês caseiros e comercializá-los por R$ 5 a unidade. O valor arrecadado não apenas custeava a reposição dos insumos para a produção de novos doces, mas também servia como base financeira para a aquisição de itens essenciais para a montagem de cestas básicas.
Expansão e engajamento comunitário
O projeto, que inicialmente se restringia ao círculo familiar, ganhou força com o apoio dos vizinhos no condomínio onde a família reside. A iniciativa de Enzo despertou a solidariedade local, transformando o prédio em um ponto de coleta de doações. Com o auxílio de ferramentas digitais, como o WhatsApp, a divulgação dos pedidos cresceu, permitindo que o jovem empreendedor comercializasse mais de 100 unidades do doce, alcançando prédios vizinhos e ampliando significativamente o alcance da arrecadação.
A mãe do menino, Michelle Bard, desempenhou um papel fundamental na organização logística do projeto. Ao instalar uma caixa coletora no condomínio, ela facilitou a participação dos moradores, que passaram a doar alimentos não perecíveis. Quando o montante arrecadado com as vendas dos pavês não era suficiente para completar uma cesta, a própria família complementava os valores, garantindo que o objetivo de auxílio fosse cumprido com eficiência e dedicação.
Impacto social e legado de solidariedade
O destino final de todo o esforço era a comunidade do Coroado, localizada na zona oeste carioca. A entrega dos mantimentos era realizada pessoalmente por Enzo, acompanhado pelos pais, o que reforçava o caráter educativo da ação. Além das cestas básicas, a rede de apoio chegou a incluir a distribuição de pães, ampliando o suporte oferecido às famílias atendidas. Segundo a família, a mobilização foi responsável pela montagem de quase 100 cestas básicas, um marco significativo para um projeto iniciado por uma criança.
A prática da solidariedade não era novidade no cotidiano de Enzo. Seus pais, que já participavam de ações sociais há anos, sempre incentivaram o filho a acompanhar e compreender a importância do trabalho voluntário. Essa base familiar foi o combustível para que o menino transformasse sua empatia em uma corrente de auxílio concreto. Para saber mais sobre histórias de impacto social e acompanhar o noticiário completo, continue lendo O Parlamento, seu portal de informação relevante e atualizada.




