Sarampo em São Paulo: estado registra 28 casos e reforça importância da vacinação
O estado de São Paulo confirmou nesta terça-feira (1) a notificação de mais dois casos de sarampo, elevando o total de ocorrências registradas ao longo deste ano para 28. Os novos diagnósticos, que incluem um bebê e uma mulher de 40 anos, foram oficializados pela Secretaria de Saúde no mais recente balanço epidemiológico, acendendo um alerta sobre a circulação do vírus na região.
A distribuição geográfica dos casos mantém o foco na região metropolitana. A capital paulista concentra a grande maioria das infecções, com 25 registros, enquanto São Bernardo do Campo contabiliza dois casos e Guarulhos, um. Dados da pasta indicam que 20 dos pacientes diagnosticados com a doença não possuíam histórico de vacinação, evidenciando a vulnerabilidade de parte da população frente a uma enfermidade que pode ser prevenida com imunização.
Esforço de imunização e encerramento de campanha
Em resposta ao aumento súbito de casos, o governo estadual intensificou as ações de bloqueio e imunização. Durante o mês de agosto, foram aplicadas mais de 2,5 milhões de doses da vacina contra o sarampo. O esforço concentrado foi direcionado principalmente aos municípios mais afetados: a capital, com 2 milhões de doses, seguida por Guarulhos, com 230,1 mil, e São Bernardo do Campo, com 169,5 mil aplicações.
A Campanha de Multivacinação, iniciada em 3 de agosto, encerrou-se oficialmente na terça-feira, dia 1º de setembro. Embora o período de mobilização intensiva tenha chegado ao fim, as autoridades de saúde reforçam que a estratégia de imunização permanece ativa como medida de controle epidemiológico, visto que a capital paulista responde por cerca de 90% dos casos confirmados no estado.
Continuidade da proteção nas unidades de saúde
Mesmo com o término da campanha, a vacina segue disponível de forma rotineira em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A recomendação é que a população verifique o calendário vacinal conforme a faixa etária. Em distritos específicos da zona norte da capital — Vila Medeiros, Vila Guilherme e Vila Maria — a imunização continua sendo oferecida sem restrições para pessoas entre 6 meses e 59 anos, dada a situação epidemiológica local.
Para o público infantil, a chamada “dose zero” permanece disponível para bebês de 6 a 11 meses. É fundamental ressaltar que esta dose extra não substitui o esquema vacinal regular, que prevê aplicações aos 12 e 15 meses de idade. Especialistas orientam que deve haver um intervalo mínimo de 30 dias entre a “dose zero” e a administração da vacina tríplice viral ou outros imunizantes de vírus vivo atenuado.
O atendimento nas unidades de saúde ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Em unidades integradas, como as AMAs/UBSs, o serviço também é disponibilizado aos sábados e feriados. Para facilitar o acesso, os cidadãos podem consultar a disponibilidade de imunizantes em tempo real através da plataforma De Olho na Fila.
Acompanhe O Parlamento para manter-se informado sobre os desdobramentos da saúde pública e outros temas de relevância social. Nosso compromisso é levar até você notícias apuradas, com o contexto necessário para compreender os desafios da atualidade.



