Batalha imaginária”, diz Giovanna Lovaglio sobre ação de Davi Passamani por igreja.

Conflito judicial e acusações públicas
A disputa pelo controle da Casa Ministério Cristão ganhou novos contornos após Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa do pastor e cantor gospel Davi Vieira Passamani, vir a público para rebater uma ação judicial movida pelo religioso. Em vídeo publicado nas redes sociais, Giovanna classificou as alegações do ex-marido como uma “batalha imaginária” e negou veementemente as acusações de desvio de recursos da instituição e de royalties da banda Casa Worship.
A ação, protocolada em 25 de junho de 2026 na 4ª UPJ das Varas Cíveis e Ambientais de Goiânia, busca o afastamento da atual diretoria da igreja. Davi Passamani, que presidiu a entidade entre setembro de 2017 e dezembro de 2023, alega que houve um esvaziamento financeiro da instituição após sua saída, apontando uma queda acentuada na arrecadação e o suposto deslocamento de receitas para empresas ligadas à sua ex-esposa.
A defesa da gestão e a resposta de Giovanna
Em sua manifestação, Giovanna Lovaglio afirmou que o momento escolhido para as acusações é estratégico e visa atingi-la em um período de fragilidade pessoal. Ela sustentou que a queda na arrecadação da igreja não decorre de má gestão, mas sim do afastamento de fiéis motivado pelas polêmicas envolvendo o ex-pastor. “Sua preocupação não é com a arrecadação”, declarou, reforçando que a instituição permanece unida e alinhada sob a atual liderança.
A defesa da igreja, em nota, reiterou que a instituição possui documentos que comprovam a lisura de suas atividades. Os advogados destacaram que a entidade não possui finalidade lucrativa e que as acusações de desvio de royalties são infundadas, tratando-se de matéria que já é discutida em processo judicial autônomo. Sobre a situação financeira e o risco de despejo mencionado na ação, a defesa informou que busca acordos para a regularização dos débitos.
Argumentos da defesa de Davi Passamani
Por outro lado, a defesa de Davi Passamani, representada pelos advogados Tana Paula e Diogo Procópio, sustenta que o processo judicial é necessário devido a indícios de confusão patrimonial e superendividamento da igreja. Segundo a petição, a administração atual, composta por familiares de Giovanna, teria concentrado o poder e desviado valores significativos provenientes do catálogo musical da Casa Worship.
Os advogados do pastor enfatizam que a ação não busca apenas o retorno de Davi à administração, mas a transparência sobre o destino dos recursos. Eles argumentam que as declarações recentes de Giovanna funcionam como uma “cortina de fumaça” para desviar o foco da discussão patrimonial que tramita no Poder Judiciário. A defesa reforça que todas as medidas jurídicas cabíveis serão adotadas para esclarecer os fatos.
Histórico e desdobramentos
O cenário é agravado pelo histórico de Davi Passamani, que em abril de 2024 foi alvo de investigação por crimes sexuais, chegando a ser preso por 20 dias. Na ocasião, as apurações indicaram que o pastor teria se aproveitado da vulnerabilidade emocional de fiéis. Embora a defesa afirme que ele foi inocentado das acusações criminais, o caso gerou um impacto profundo na imagem do religioso e na estrutura da igreja que ele ajudou a fundar.
A disputa, que agora transita na esfera cível, promete novos capítulos, com Giovanna sinalizando que poderá expor novas situações caso os ataques continuem. O desfecho dessa batalha judicial, que envolve o controle de uma das instituições religiosas mais influentes da região, segue sendo acompanhado de perto pela comunidade e pelo sistema de justiça. Para mais informações sobre este e outros temas relevantes, continue acompanhando o portal O Parlamento, seu compromisso com o jornalismo de qualidade e a informação contextualizada.
Para mais detalhes sobre o caso, consulte a fonte original em Mais Goiás.



