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Goiás suspende uso da vacina Butantan-dv após investigações de eventos adversos

Medida preventiva interrompe aplicação da vacina Butantan-DV

O estado de Goiás determinou a suspensão temporária da aplicação da vacina Butantan-DV, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan contra a dengue. A decisão segue diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), adotadas em caráter preventivo enquanto órgãos federais investigam relatos de eventos adversos graves associados ao uso do fármaco.

A medida de precaução surge após a notificação de duas mortes suspeitas e 42 casos de reações adversas severas em âmbito nacional, cujos sintomas apresentam compatibilidade com quadros de dengue grave. É importante ressaltar que, até o momento, nenhum desses casos críticos foi registrado em território goiano.

Contexto dos eventos adversos e investigação

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (9), a subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Fluvia Amorim, detalhou o cenário epidemiológico. Segundo a gestora, a incidência de reações graves é extremamente baixa, representando cerca de 0,008% do total de mais de 500 mil doses aplicadas no país.

Embora o índice seja considerado raro, a interrupção foi necessária devido à natureza inesperada das reações. Em Goiás, foram aplicadas 10.672 doses do imunizante entre fevereiro e a última segunda-feira (8). A pasta estadual acompanha um único caso de evento adverso, cujo paciente já recebeu alta hospitalar e segue em recuperação domiciliar, mantendo-se sob monitoramento das autoridades sanitárias.

Orientações para profissionais de saúde

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás orienta que todos os profissionais da atenção primária que receberam a vacina do Butantan nos últimos 21 dias busquem atendimento em uma unidade de saúde. O objetivo é notificar a administração do imunizante para que o histórico clínico seja devidamente investigado pelos órgãos competentes.

Os sintomas que exigem atenção imediata incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, prostração, náuseas e episódios de vômitos. A investigação rigorosa é fundamental para esclarecer a relação de causalidade entre o imunizante e os eventos notificados, garantindo a segurança da população e a transparência do processo de imunização.

Continuidade da vacinação com Qdenga

A suspensão afeta exclusivamente a vacina produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante Qdenga, fabricado pelo laboratório japonês Takeda, permanece com sua utilização autorizada e recomendada pela Anvisa. A vacina segue disponível para o público-alvo de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.

As autoridades reforçam que a dengue continua sendo uma ameaça real, com 122 mortes registradas em Goiás apenas em 2025. A manutenção da vacinação com a Qdenga é considerada essencial para o controle da doença no estado. O monitoramento constante da situação epidemiológica e dos dados de farmacovigilância é a prioridade da SES-GO, que reafirma o compromisso com a saúde pública.

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Para mais informações técnicas sobre o imunizante, consulte o portal oficial da Anvisa.

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