Acidente de van escolar em Goiás: mãe relata desespero ao ver filha ferida e colegas mortos

A tragédia que chocou a comunidade de Córrego do Ouro e Sanclerlândia, em Goiás, após um grave acidente envolvendo uma van escolar, ganhou um relato comovente da funcionária pública Jésyica Gonzaga. Mãe de Emanuella Augusta, de 12 anos, uma das sobreviventes que luta pela vida, Jésyica descreveu o ‘momento de desespero e impotência’ ao chegar ao local da colisão que tirou a vida de cinco adolescentes e deixou outros feridos.
O acidente, ocorrido na noite de segunda-feira (1º), na GO-518, entre Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, vitimou fatalmente cinco estudantes do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, em Sanclerlândia. A van, que transportava os adolescentes de volta para casa após as aulas, colidiu na traseira de um caminhão, resultando em um cenário de grande impacto e dor para toda a região.
O impacto do grave acidente na GO-518
A batida violenta na rodovia GO-518 mobilizou equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros, que trabalharam incansavelmente no socorro às vítimas. Além dos cinco óbitos, o motorista da van e outros sete passageiros ficaram feridos, sendo encaminhados para unidades de saúde da região. A cena do acidente foi descrita como “impactante” por um bombeiro que atuou no resgate, refletindo a gravidade da colisão e a extensão dos danos.
A rodovia, que liga diversas cidades do oeste goiano, tornou-se palco de uma das maiores tragédias recentes envolvendo transporte escolar no estado. A comunidade local, acostumada com a rotina de deslocamento dos estudantes, foi pega de surpresa pela notícia, que rapidamente se espalhou, gerando comoção e uma corrida desesperada de pais e familiares ao local. A segurança no trânsito é um tema de constante debate e preocupação em todo o país, especialmente quando se trata do transporte de crianças e adolescentes.
O desespero de uma mãe e a luta pela vida
Jésyica Gonzaga, moradora de Córrego do Ouro, estava preparando pizzas para a empresa de delivery da família quando foi alertada sobre a colisão. Sem hesitar, seguiu com um cunhado para a GO-518. “De imediato fui com meu cunhado para o local e ouvi aquele barulho de gritos e minha filha numa maca para ser levada para o hospital. Mas pude ver o sofrimento de tantos outros pais ali também na aflição de encontrar seu filho. Momento de desespero e impotência”, relatou ao g1, em um depoimento que traduz a angústia vivida por dezenas de famílias.
Sua filha, Emanuella Augusta, é uma das sobreviventes e está internada em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Apesar de sedada e entubada, a adolescente apresenta sinais de resposta a estímulos, abrindo e fechando os olhos e balançando a cabeça. Para Jésyica, Emanuella, filha única e descrita como uma “princesa, calma, alegre, sorridente”, já é uma vitoriosa. “Ela é minha herança”, afirmou a mãe, destacando o amor e a esperança na recuperação da jovem, que se destacava nos estudos e estava prestes a conquistar uma honraria escolar.
A dor da despedida: velórios e sepultamentos
A comunidade de Córrego do Ouro e São Luís de Montes Belos viveu momentos de profunda tristeza e comoção nos dias seguintes ao acidente. Os corpos de Lucas Antônio de Souza Dias e Ezequiel Souza Oliveira, ambos de 14 anos, Isadora Castro Neves, de 12, e Maria Carolina Sabino Alves, de 11, foram velados no Ginásio de Esportes de Córrego do Ouro. O sepultamento, realizado no Cemitério Municipal da cidade na terça-feira (2), foi marcado por um cortejo emocionante, com os caixões transportados pelo Corpo de Bombeiros e recebidos sob aplausos.
A quinta vítima, Izadora Monteiro Silva, foi sepultada em Aparecida da Fartura, povoado de São Luís de Montes Belos, na manhã da mesma terça-feira. A perda precoce desses jovens deixou um vazio imenso nas famílias e em toda a comunidade escolar, que se uniu em luto e solidariedade. A comoção foi visível nas ruas, com moradores acompanhando o cortejo e prestando as últimas homenagens aos estudantes que tiveram suas vidas interrompidas de forma tão abrupta.
Investigação e o futuro da segurança no transporte escolar
Enquanto as famílias enfrentam o luto e a recuperação dos feridos, as autoridades seguem investigando as causas do acidente. A Polícia Civil busca esclarecer as circunstâncias da colisão, que levanta importantes discussões sobre a segurança no transporte escolar, a manutenção de veículos e as condições das rodovias. A tragédia serve como um doloroso lembrete da necessidade contínua de fiscalização rigorosa e investimentos em infraestrutura para garantir a segurança de estudantes que dependem desse serviço essencial.
O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) informou que, além de Emanuella, outros dois feridos deram entrada na unidade. Um menino de 12 anos apresentava estado geral regular e estava consciente, enquanto um estudante de 13 anos foi transferido para o Hospital Ortopédico de Goiânia (HOG) a pedido da família, também em estado regular e consciente. Acompanhar a evolução desses casos é fundamental para a comunidade e para as autoridades de saúde.
O Parlamento segue acompanhando de perto os desdobramentos desta e de outras notícias que impactam a sociedade goiana e brasileira. Para se manter informado com análises aprofundadas e reportagens de credibilidade, continue navegando em nosso portal, onde a informação relevante é sempre prioridade.



