Justiça mantém prisão de suspeito que matou ex-namorada e ocultou corpo em Anápolis

Decisão judicial reforça necessidade de custódia preventiva
A Justiça de Anápolis decidiu, em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (20), manter a prisão preventiva de Jederson Lucas Ferreira das Chagas, de 30 anos. Ele é o principal suspeito pelo assassinato de sua ex-companheira, Kesley Cristina Marques, de 41 anos, crime que chocou a região e culminou na descoberta do corpo sob um monte de areia em um terreno em obras.
A decisão, proferida pela juíza Mariana Belisário de Abreu, fundamentou-se na gravidade das ações do investigado após o crime. Segundo as autoridades, o suspeito não apenas ocultou o cadáver, mas também planejava realizar a limpeza minuciosa do veículo utilizado para o transporte da vítima, uma manobra interpretada pelo Judiciário como uma tentativa deliberada de destruir provas e obstruir o trabalho da Polícia Civil.
Contexto da investigação e confissão
O caso ganhou contornos dramáticos após a família de Kesley Cristina Marques registrar o desaparecimento da mulher. Após uma semana de buscas, a Polícia Militar localizou o suspeito em um estabelecimento comercial. No momento da abordagem, ele ainda estava em posse do automóvel e do aparelho celular que pertenciam à vítima.
Durante o interrogatório inicial, Jederson Lucas Ferreira das Chagas confessou ter cometido o crime no dia 13 de maio. De acordo com o relato prestado às autoridades, uma discussão entre o casal teria escalado para agressões físicas, resultando no uso de uma arma branca contra a mulher. Após o ato, o suspeito teria transportado o corpo até um terreno em construção, onde tentou escondê-lo sob uma camada de areia.
Riscos à ordem pública e desdobramentos
Além da acusação de feminicídio e ocultação de cadáver, a prisão foi reforçada pela apreensão de itens ilícitos em poder do suspeito, incluindo entorpecentes, dinheiro fracionado e diversos aparelhos celulares. Esses elementos, somados à natureza violenta do crime, foram determinantes para que a magistrada negasse a liberdade provisória.
“Tal comportamento revela disposição para interferir na produção probatória e ocultar elementos relevantes à investigação”, destacou a juíza em sua decisão. A Polícia Civil de Anápolis segue com o trabalho de perícia e coleta de depoimentos para a conclusão do inquérito policial, que deve ser finalizado nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público.
O caso serve como um alerta sobre a persistência da violência doméstica e a importância das denúncias imediatas em casos de desaparecimento. Para acompanhar o desdobramento deste e de outros casos que impactam a sociedade goiana, continue lendo O Parlamento, seu portal de referência para informações apuradas, contextuais e de credibilidade.




