Goiás

Romário Policarpo propõe consórcios para expandir guardas municipais em Goiás

Em um movimento estratégico voltado para a segurança pública estadual, o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania), apresentou uma proposta que visa transformar a realidade do policiamento preventivo no interior de Goiás. O projeto, que se tornou um dos pilares de sua plataforma política após a confirmação de sua candidatura a deputado estadual, defende a criação de consórcios intermunicipais para viabilizar a implementação e o fortalecimento das Guardas Civis Municipais (GCMs) em cidades que, isoladamente, enfrentam limitações orçamentárias.

Viabilidade financeira e cooperação entre municípios

A iniciativa busca preencher uma lacuna legislativa estadual, uma vez que, embora a legislação federal autorize a formação de consórcios, o modelo ainda carece de regulamentação específica em Goiás. A ideia central é permitir que prefeituras vizinhas compartilhem custos de infraestrutura, treinamento e tecnologia, otimizando recursos públicos para garantir uma presença ostensiva mais robusta nas ruas.

Policarpo, que possui trajetória consolidada na Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, argumenta que a experiência da capital pode servir como modelo para o restante do estado. Segundo o parlamentar, a colaboração direta da GCM na redução dos índices de criminalidade em Goiânia é a prova de que o fortalecimento das instituições municipais é um caminho eficaz para a proteção do cidadão.

Expansão da segurança na região metropolitana e entorno

O plano de atuação do vereador prevê que a Região Metropolitana de Goiânia seja o ponto de partida para o primeiro consórcio goiano. Atualmente, o cenário é heterogêneo: dos 21 municípios que compõem a região, apenas a capital, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo possuem corporações ativas, enquanto Trindade já conta com arcabouço legal para a criação da sua própria guarda.

Outra área de interesse prioritário é o Entorno do Distrito Federal. O parlamentar observa que a região já possui um histórico de atuação com guardas municipais em cidades como Luziânia, Valparaíso de Goiás e Formosa. A integração dessas forças por meio de consórcios poderia, na visão do proponente, elevar o patamar de segurança em uma das áreas mais sensíveis do estado, promovendo uma gestão de dados e operações mais coordenada.

Referências nacionais e o futuro da segurança pública

Para fundamentar a viabilidade da proposta, Policarpo aponta o sucesso do Consórcio Intermunicipal das Guardas Municipais da Região Metropolitana de Curitiba e Litoral (COIN-GM). O modelo paranaense é referência nacional ao integrar sistemas de videomonitoramento e unificar treinamentos, demonstrando que a cooperação técnica supera as barreiras geográficas e administrativas entre os municípios.

A proposta de Policarpo coloca em debate a necessidade de descentralizar a segurança pública e dar aos prefeitos ferramentas mais eficazes de gestão. O parlamentar defende que, ao unir forças, o estado pode alcançar uma capilaridade que as polícias estaduais, por si sós, teriam dificuldade de manter em todos os 246 municípios goianos.

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