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Polícia Civil investiga funcionário por câmera escondida em academia de Goiânia

A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma investigação rigorosa para apurar a conduta de um funcionário de uma unidade da rede Smart Fit, localizada em Goiânia. O colaborador é suspeito de instalar um dispositivo de gravação clandestino no banheiro masculino do estabelecimento, violando a privacidade de frequentadores e funcionários. O caso, que gerou grande repercussão, está sob responsabilidade do 4º Distrito Policial da capital.

Ação policial e busca por provas

Na manhã desta terça-feira (22), agentes da Polícia Civil cumpriram um mandado de busca e apreensão relacionado à chamada Operação Voyeur. A diligência teve como objetivo coletar evidências que possam comprovar a autoria e a dinâmica do crime. A investigação foi iniciada após um outro funcionário da própria academia localizar o equipamento, que estava instalado de forma dissimulada dentro de um mictório.

Após o encontro do dispositivo, a equipe de perícia da Polícia Civil realizou a análise técnica do aparelho. Os investigadores confirmaram que o equipamento continha cerca de duas horas de gravações. O material está sendo utilizado para identificar as vítimas e determinar o período exato em que a câmera permaneceu ativa no local, configurando uma grave invasão de privacidade.

Desdobramentos da investigação

Até o momento, nenhum suspeito foi detido, mas a Polícia Civil segue com oitivas e diligências para esclarecer a extensão do caso. A corporação busca entender se o material capturado foi compartilhado ou armazenado em outros dispositivos, o que poderia agravar a situação jurídica do investigado. O crime de registro não autorizado de intimidade sexual é tipificado no Código Penal brasileiro e prevê penas severas para quem produz ou divulga imagens dessa natureza.

O caso levanta um alerta sobre a segurança em espaços de uso comum e a responsabilidade das empresas na vigilância de suas dependências. A rede Smart Fit, por meio de seus canais oficiais, deve colaborar com as autoridades para garantir que a apuração ocorra com transparência. A Polícia Civil reforça que qualquer pessoa que se sinta lesada ou possua informações adicionais deve procurar a delegacia responsável pelo caso.

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