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Junior Magal, professor de Anápolis, alcança feito inédito com três títulos em torneio internacional de jiu-jítsu

Anápolis celebra mais uma vez o talento e a dedicação de um de seus filhos no cenário esportivo mundial. O professor de jiu-jítsu Cleydson Junior, amplamente conhecido como Junior Magal, gravou seu nome na história do esporte ao conquistar três títulos em uma única e prestigiada competição internacional nos Estados Unidos. O feito, alcançado no início de agosto, marca um novo patamar em sua já vitoriosa carreira, cinco anos após se tornar o primeiro anapolino a erguer um troféu internacional na modalidade.

A competição em questão foi o North American Grappling Association (NAGA), um dos mais renomados torneios mundiais de jiu-jítsu, frequentemente citado no currículo de atletas de ponta do UFC. A conquista de Magal não apenas ressalta sua excelência técnica e preparo físico, mas também inspira uma nova geração de lutadores e entusiastas do esporte em Goiás e em todo o Brasil.

Uma trajetória de sucesso e superação no tatame

A jornada de Junior Magal no universo das artes marciais começou cedo, aos quatro anos de idade, com o karatê, em sua cidade natal, Alexânia. Aos 15, impulsionado pela crescente popularidade do MMA, ele se aventurou no jiu-jítsu, modalidade que o consagraria. Atualmente, Magal ostenta a faixa preta grau três, um reconhecimento que demanda anos de dedicação e aprimoramento contínuo, sendo seis graus no total, que levam 24 anos para serem completados.

Sua experiência transcende as fronteiras nacionais, com participações em campeonatos de MMA em diversos países, como Rússia, Espanha, Portugal e Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, a oportunidade de adquirir uma academia em Anápolis, a Magal-Kan, na Cidade Universitária, reacendeu sua chama competitiva. “Não tem como ser dono de academia e não ter título nenhum”, relembra Magal, que transformou a motivação em uma série de vitórias, começando por torneios municipais e estaduais, avançando para o Centro-Oeste e, finalmente, para o cenário internacional.

Entre suas conquistas anteriores, destacam-se o título no Campeonato Mundial de Jiu-Jítsu Esportivo (CBJJE) em 2021, realizado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e o bicampeonato sul-americano em 2025, no Rio de Janeiro. Em janeiro, ele adicionou o concorrido Campeonato Brasileiro ao seu rol de vitórias, um torneio que reúne cerca de 6 mil atletas e é considerado um dos mais difíceis do país. Este último triunfo serviu como um impulso crucial para a viagem aos Estados Unidos.

O desafio do NAGA e a conquista tripla

No NAGA, Junior Magal competiu em quatro categorias: até 90 kg com e sem kimono, e Absoluto com e sem kimono, esta última sem limite de peso. A expectativa inicial era de conquistar pelo menos um ouro, mas a realidade superou as projeções. “Não é possível que não vou conseguir pelo menos algum título, né?”, ele compartilha, descrevendo a surpresa e o encantamento da organização do evento com seu desempenho.

Apesar da vasta experiência, o nervosismo pré-luta ainda é uma constante. “Antes de lutar a primeira luta, sempre é horrível. Você já entra com aquele frio na barriga. Quando atleta de alta performance falar que não tem, tem sim”, brinca o professor. No entanto, a estratégia e o foco prevalecem. “A hora que você começa a lutar, toma umas duas pancadas, você sente e fala ‘não, agora vamos de cabeça no jogo’. É entrar focado na estratégia, que aí não deixa o emocional bater tão forte”.

A dimensão do NAGA e o nível dos competidores são evidentes. Em uma das finais, Magal enfrentou um soldado americano, um exemplo do calibre dos adversários. “Só de estar saindo do seu país para tentar, estar lutando lá fora, já é um grande desafio”, ele pondera, destacando a importância de se testar em palcos globais. Para mais informações sobre o torneio e seus resultados, é possível consultar o site oficial do NAGA.

Preparação constante e o futuro do campeão

A rotina de treinamento de Junior Magal é incessante, mesmo quando não há competições marcadas para ele. A Academia Magal-Kan é um centro de atividade constante, onde seus alunos estão sempre em preparação para seus próprios desafios. “Quando não sou eu lutando, meus alunos estão competindo. Então é sempre porrada, não para”, afirma, ressaltando o ambiente dinâmico e de alta performance que mantém.

Com os três títulos do NAGA em mãos, o professor de Anápolis já mira os próximos objetivos. O primeiro é o tricampeonato no Sul-Americano, no Rio de Janeiro. Em seguida, o foco se volta para o Mundial em Las Vegas, nos Estados Unidos, o único grande título que ainda falta para “zerar o game”, como ele descreve, demonstrando a ambição de completar um currículo impecável no jiu-jítsu.

Jiu-jítsu: mais que um esporte, um estilo de vida

Além das conquistas pessoais, Junior Magal é um defensor apaixonado do jiu-jítsu como ferramenta de transformação. Ele enfatiza que a modalidade é “além de um esporte, é um estilo de vida”, e destaca que é a segunda modalidade que mais cresce no mundo, sendo um dos esportes que mais promovem a inclusão social. Para quem deseja iniciar, Magal aconselha a procurar academias com mestres certificados e legalizados, que garantam um ensino seguro e de qualidade, incluindo primeiros-socorros em caso de necessidade.

O professor também ressalta os benefícios do jiu-jítsu como um escape para problemas pessoais e uma ferramenta auxiliar na superação de condições de saúde, como diabetes ou tabagismo, reforçando o impacto positivo que a prática pode ter na vida de seus praticantes. Sua história é um testemunho vivo de como a disciplina e a paixão podem levar a resultados extraordinários, tanto dentro quanto fora do tatame.

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