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Fisioterapeuta de 30 anos morre em Goiás: dor intensa na perna e tromboembolismo pulmonar

A comunidade de Mozarlândia, no norte de Goiás, e a classe da fisioterapia lamentam a precoce morte de Larissa da Mata Silva, uma fisioterapeuta e professora universitária de apenas 30 anos. Ela faleceu no último domingo, 2 de junho, após dar entrada no Hospital Municipal de Mozarlândia com queixas de dor intensa e inchaço na perna direita. A investigação preliminar da polícia aponta para um quadro de tromboembolismo pulmonar como a causa do óbito, gerando grande comoção e questionamentos sobre a condição.

Larissa, que residia em Goiânia, estava em Mozarlândia para uma festa quando os sintomas se manifestaram. A rapidez com que seu estado de saúde se deteriorou chocou amigos, familiares e colegas de profissão, que agora aguardam o laudo cadavérico oficial para compreender plenamente as circunstâncias da tragédia.

Sintomas alarmantes e atendimento de emergência

Conforme detalhado pelo delegado Willian Caio da Silva, responsável pela investigação, Larissa da Mata Silva foi admitida no Hospital Municipal de Mozarlândia por volta de 0h50 do último domingo. Ela relatou aos médicos uma dor excruciante na perna direita, que também apresentava inchaço visível. Diante desses sinais, a equipe médica levantou a suspeita inicial de uma trombose venosa, uma condição séria que exige atenção imediata.

O quadro clínico da fisioterapeuta evoluiu rapidamente para uma piora significativa, exigindo sua entubação. Durante esse período crítico, hematomas começaram a surgir em diversas partes de seu corpo, indicando uma complicação sistêmica. Além dos sintomas relacionados à perna, Larissa também apresentava um ralado no joelho, que ela informou ter sido resultado de uma queda de moto, um detalhe que, embora aparentemente menor, foi registrado no histórico de seu atendimento.

Investigação policial e laudo preliminar

A morte de Larissa da Mata Silva está sob investigação da Polícia Civil. O delegado Willian Caio da Silva adiantou que o médico legista do Instituto Médico-Legal (IML) forneceu uma conclusão preliminar: a morte teria sido de causa natural, decorrente de um tromboembolismo pulmonar. Esta informação, embora ainda não oficializada pelo laudo cadavérico completo, oferece uma primeira perspectiva sobre o que pode ter levado ao falecimento da jovem profissional.

A Polícia Científica, por sua vez, emitiu uma nota informando que o laudo final será concluído dentro do prazo legal de até dez dias. Há a possibilidade de prorrogação desse período, caso sejam necessários exames toxicológicos adicionais para complementar a análise pericial. A precisão e a abrangência desses exames são cruciais para esclarecer todos os aspectos da morte e confirmar a causa definitiva.

O tromboembolismo pulmonar: uma condição de risco

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição médica grave e potencialmente fatal, que ocorre quando um coágulo de sangue, geralmente formado nas veias profundas das pernas (trombose venosa profunda), se desprende e viaja até os pulmões, bloqueando uma ou mais artérias pulmonares. Esse bloqueio impede o fluxo sanguíneo para uma parte do pulmão, comprometendo a oxigenação e podendo levar a uma insuficiência respiratória e cardíaca aguda. Os sintomas podem incluir dor no peito, falta de ar súbita, tosse, tontura e, em casos graves, desmaio e morte súbita.

Fatores de risco para TEP incluem cirurgias recentes, imobilidade prolongada, uso de contraceptivos orais, gravidez, câncer e distúrbios de coagulação. A suspeita inicial de trombose venosa na perna de Larissa, seguida pela piora do quadro e o surgimento de hematomas, é consistente com a progressão de um evento tromboembólico, que pode ter culminado no TEP. Saiba mais sobre o tromboembolismo pulmonar e seus riscos.

Comoção e reconhecimento profissional

A notícia da morte de Larissa da Mata Silva gerou uma onda de comoção, especialmente nas redes sociais e entre seus colegas de profissão e alunos. Amigos e familiares expressaram profunda tristeza e homenagearam a jovem. Ketlyn Raiane, amiga de Larissa por seis anos, publicou uma emocionante homenagem em seu perfil do Instagram, descrevendo-a como “destemida, corajosa, amorosa, autêntica e livre”, e lamentando a perda de sua “melhor amiga” e “irmã”.

A mãe de Larissa, Valda Justo, também manifestou sua dor em uma mensagem tocante: “Está doendo muito o meu coração. Está faltando uma parte. A nossa história não acabou, minha bonequinha de porcelana”. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região (Crefito-19) emitiu uma nota de pesar, reconhecendo e agradecendo a “dedicação, ética e compromisso” de Larissa no exercício da fisioterapia e da docência. O Conselho destacou sua “trajetória e inovação na área”, que contribuíram significativamente para a formação de novos profissionais, para a saúde da população e para a valorização da categoria em Goiás.

A partida de Larissa deixa um vazio não apenas na vida de seus entes queridos, mas também no campo acadêmico e profissional, onde sua paixão e expertise eram amplamente reconhecidas. O Parlamento continuará acompanhando os desdobramentos da investigação e trará as atualizações sobre este e outros temas relevantes. Para se manter sempre bem informado com notícias aprofundadas e contextualizadas, continue navegando em nosso portal, que oferece uma cobertura ampla e comprometida com a informação de qualidade.

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