A filosofia de Mário Sérgio Cortella sobre o valor de agir com o que se tem agora

A busca pela excelência em tempos de limitações
Em um cenário contemporâneo marcado pela ansiedade de resultados imediatos e pela constante comparação nas redes sociais, a máxima do filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella ganha contornos de um guia prático para a vida cotidiana. A frase “Faça o teu melhor na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda” tornou-se um mantra para quem busca equilíbrio entre a ambição e a realidade material.
Essa reflexão, frequentemente citada em palestras e obras do autor, ataca diretamente um dos maiores inimigos da produtividade e da saúde mental: o perfeccionismo paralisante. Ao sugerir que o indivíduo deve atuar com os recursos disponíveis no presente, Cortella desmistifica a ideia de que o sucesso exige condições ideais que, muitas vezes, nunca chegam a se concretizar.
O combate ao adiamento dos sonhos
Muitas pessoas adiam projetos pessoais e profissionais esperando o momento em que terão mais tempo, dinheiro ou conhecimento técnico. Essa espera, contudo, pode se transformar em uma armadilha de inércia. O pensamento do filósofo propõe uma mudança de perspectiva: o “melhor” não é um padrão absoluto e inatingível, mas sim o ápice do esforço possível dentro de um contexto específico.
Ao aplicar esse conceito, o indivíduo deixa de ser um espectador da própria vida, aguardando circunstâncias favoráveis, para se tornar um agente transformador. A ideia central é que a melhoria contínua — o famoso conceito de kaizen — só é possível quando se inicia um movimento, por menor que seja, a partir do ponto onde se está hoje.
Impacto social e a ética do esforço
A repercussão dessa mensagem em ambientes corporativos e educacionais reflete uma necessidade latente de humanização nas relações de trabalho. Em um mundo onde a cobrança por alta performance é constante, a fala de Cortella oferece um alento ético. Ela reconhece a dignidade do esforço humano frente às desigualdades e limitações estruturais que cada pessoa enfrenta em sua trajetória.
Para o leitor de O Parlamento, essa lição vai além da autoajuda; trata-se de uma postura política e existencial. Ao valorizar o que é possível realizar agora, combate-se a cultura do descarte e do desânimo, promovendo uma ética de responsabilidade individual que, somada, pode gerar mudanças coletivas significativas. O compromisso com a qualidade, mesmo em condições adversas, é o diferencial que separa quem apenas planeja de quem efetivamente constrói legados.
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Para conhecer mais sobre as obras e o pensamento do autor, acesse o site oficial da Editora Cortez, que publica diversos títulos fundamentais de Mário Sérgio Cortella.




