Vigília em frente ao Hugol reúne fiéis por casal atingido por jovem embriagado em Goiânia

Uma corrente de solidariedade tomou conta da entrada do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, na noite desta segunda-feira (17). Dezenas de pessoas se reuniram em vigília para prestar apoio e orar pela recuperação de Fábio Alves Barbosa, de 50 anos, e Neifa Freitas de Farias Alves, de 51, vítimas de um grave acidente de trânsito ocorrido no último domingo (16).
Dinâmica do acidente e estado de saúde das vítimas
O casal trafegava em uma motocicleta pela Avenida Independência, no Setor Campinas, quando foi atingido por uma caminhonete Fiat Toro. Segundo informações apuradas, o veículo era conduzido por um adolescente de 16 anos, que teria avançado o sinal vermelho no cruzamento, provocando a colisão violenta.
O impacto deixou ambos em estado crítico. Fábio Alves Barbosa sofreu fratura exposta em uma das pernas e hemorragia interna abdominal. Após passar por duas cirurgias na segunda-feira, ele apresentou sinais de melhora, mas permanece sob cuidados intensivos na UTI. O quadro de Neifa Freitas de Farias Alves é considerado ainda mais delicado. Ela apresenta hemorragia encefálica, múltiplas fraturas e perfurações nos pulmões, o que exigiu que a equipe médica a mantivesse entubada e sedada para estabilização clínica.
A conduta do menor e os desdobramentos legais
A Polícia Militar foi acionada logo após o acidente e submeteu o adolescente ao teste do bafômetro, que registrou 0,52 mg de álcool por litro de ar expelido. Além da embriaguez ao volante, o jovem não possuía habilitação para conduzir veículos automotores. O pai do menor, presente no local, declarou aos agentes que não havia autorizado o uso da caminhonete pelo filho.
O caso levanta um debate recorrente sobre a responsabilidade civil e penal em infrações cometidas por menores de idade. Após ser encaminhado à autoridade policial, o adolescente foi liberado mediante a assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e deverá responder perante o juizado da infância e juventude. A ocorrência foi registrada como ato infracional análogo aos crimes de lesão corporal culposa de natureza grave, condução sob influência de álcool e direção sem habilitação.
Impacto social e segurança no trânsito
O episódio gerou forte comoção na capital goiana, refletindo a preocupação da sociedade com a violência no trânsito e a fiscalização de condutores inabilitados. A vigília em frente ao hospital não é apenas um ato de fé, mas um símbolo da indignação popular diante de tragédias que poderiam ser evitadas com o cumprimento das leis de trânsito. Para acompanhar os desdobramentos deste caso e outras notícias relevantes de Goiás e do Brasil, continue acompanhando o portal O Parlamento, seu compromisso diário com a informação apurada e transparente.




