Wilder Morais propõe tabela complementar ao SUS para reduzir filas de cirurgias em Goiás

Proposta de tabela complementar para a rede de saúde
O candidato ao governo de Goiás, Wilder Morais (PL), apresentou nesta terça-feira (22) uma de suas principais propostas para o setor de saúde pública no estado. Durante agenda de campanha realizada em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, o postulante defendeu a criação de uma tabela de remuneração complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS) como estratégia para enfrentar o represamento de atendimentos médicos.
A medida, segundo o candidato, visa viabilizar a utilização de leitos e centros cirúrgicos ociosos em hospitais privados e instituições filantrópicas. A intenção é que o governo estadual remunere esses serviços com valores que tornem a parceria atrativa, permitindo que pacientes que aguardam por procedimentos eletivos na rede pública sejam absorvidos por unidades particulares.
Diagnóstico e estratégia para cirurgias eletivas
De acordo com os dados apresentados por Wilder Morais, o estado de Goiás contabiliza atualmente cerca de 26 mil pessoas aguardando por cirurgias eletivas. O candidato argumenta que a defasagem nos valores pagos pela tabela federal do SUS desestimula a adesão de hospitais privados e entidades como a Santa Casa, que possuem capacidade instalada, mas enfrentam dificuldades financeiras para ampliar a oferta de procedimentos pelo sistema público.
“Nós vamos criar a tabela SUS goiana, que é para fazer um complemento da tabela que já tem do SUS, para que a gente possa utilizar os hospitais privados e as instituições filantrópicas”, afirmou o candidato durante o contato com eleitores. A proposta prevê que, ao equiparar a remuneração aos custos reais dos procedimentos, o governo consiga acelerar o fluxo de atendimento e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
Agenda de campanha e mobilização política
A apresentação da proposta ocorreu durante uma carreata que percorreu a Avenida Igualdade, no Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia. O candidato estava acompanhado de sua vice, Ana Paula Rezende. A movimentação faz parte da estratégia de campanha para consolidar o nome da chapa na Região Metropolitana, área de grande densidade populacional e peso eleitoral decisivo para o pleito de 2026.
O debate sobre a eficiência da gestão hospitalar e a integração entre os setores público e privado é um tema recorrente nas eleições estaduais. A busca por soluções que otimizem o uso da infraestrutura já existente, em vez de apenas focar na construção de novas unidades, tem sido um ponto central nas discussões de candidatos que buscam alternativas para a crise de acesso à saúde. Para acompanhar o desenrolar das propostas e o cenário eleitoral completo, continue lendo O Parlamento, seu portal de referência para informações políticas com credibilidade e análise profunda.
Para mais informações sobre o funcionamento do sistema de saúde, consulte o portal oficial do Ministério da Saúde.




