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Crise aberta no Paço: Caiado parte para o ataque e gritaria toma conta do Palácio; Mabel ameaça romper se Daniel for o candidato

O que era para ser um movimento de alinhamento político entre Governo de Goiás e Prefeitura de Goiânia acabou se tornando um espetáculo de tensão, gritos e ameaça explícita de rompimento. A relação entre o governador Ronaldo Caiado e o prefeito Sandro Mabel vive seu pior momento desde que o prefeito assumiu o comando do Paço.

Reunião esvaziada acende o estopim

A confusão começou ainda na prefeitura. Mabel havia convidado todos os vereadores aliados para uma reunião no gabinete a fim de discutir o apoio ao candidato escolhido por Caiado para disputar o governo em 2026.

A resposta foi desastrosa: apenas três vereadores compareceram.

A ausência da base escancarou o desgaste político e deixou Mabel irritado — mas foi o telefonema que viria em seguida que fez a crise explodir de vez.

Caiado liga — e o Palácio inteiro escuta

Diferente da versão inicial que circulou nos bastidores, desta vez fontes confirmam: foi o próprio Ronaldo Caiado quem ligou para o prefeito.

E a ligação virou um barril de pólvora.

Segundo servidores, o clima no Palácio das Esmeraldas ficou tenso a ponto de os gritos do governador serem ouvidos nos corredores, ecoando pelos andares e deixando assessores completamente atônitos.

A gritaria foi tão intensa que funcionários próximos ao gabinete chegaram a pensar que havia uma reunião presencial — mas era apenas Caiado no telefone, esbravejando com o prefeito.

“Se for o Daniel, eu tô fora”

O estopim do confronto foi o nome do vice-governador Daniel Vilela, que Caiado pretende lançar como candidato. Mabel, segundo relatos, foi direto ao ponto:

> “Se o seu candidato for o Daniboy, eu tô fora. Isso é entregar a chave do Palácio para o Marconi Perillo. Você me colocou nesta prefeitura e agora quer que eu engula o Daniel goela abaixo? Não faço isso nunca.”

A fala, que caiu como uma bomba no núcleo do governo, expõe a rejeição do prefeito ao projeto sucessório do governador.

Clima pesado no Governo

A troca de gritos entre Caiado e Mabel deixou o ambiente no Palácio carregado. Servidores contam que, após desligar, o governador ainda continuou exaltado, andando pelos corredores e demonstrando irritação com a postura do prefeito.

Dentro da prefeitura, a avaliação é de que o rompimento está mais próximo do que nunca.

Apoio da capital em risco

Com a base da Câmara Municipal dividida e Mabel resistindo ao nome de Daniel Vilela, Caiado corre o risco de perder:

o apoio institucional da Prefeitura de Goiânia,

o apoio da maioria dos vereadores da capital,

e a estabilidade política da reta final de sua gestão.

O racha entre governo e prefeitura, antes abafado nos bastidores, agora é público — e barulhento. Muito barulhento.

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