Justiça condena homem que esfaqueou ex-companheira 28 vezes em Anápolis

Sentença encerra processo de tentativa de feminicídio
O Tribunal do Júri de Anápolis proferiu, nesta sexta-feira (29), a sentença que condenou Wanderson dos Santos Sousa a 16 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. O réu foi considerado culpado pela tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, Mariana Altiva de Melo, em um crime que chocou a cidade pela brutalidade e pelas circunstâncias em que foi executado.
feminicidio: cenário e impactos
A decisão, conduzida pela juíza Cristiane Moreira Lopes Rodrigues, reconheceu a gravidade do ataque ocorrido em maio de 2025. Além da tentativa de feminicídio, o Conselho de Sentença validou três causas de aumento de pena e a condenação por invasão de domicílio durante o período noturno, consolidando uma resposta do Poder Judiciário diante de um caso que mobilizou a opinião pública local.
Dinâmica do crime e o trauma das testemunhas
O ataque ocorreu na madrugada de 26 de maio de 2025, no bairro Jardim Boa Esperança. Segundo as investigações, o agressor invadiu a residência da vítima através de uma janela e permaneceu escondido, aguardando o retorno de Mariana. Sem oferecer qualquer chance de defesa, ele desferiu 28 facadas contra a mulher, atingindo regiões vitais como pescoço, peito e braços.
O cenário de violência foi presenciado pelos filhos do casal, incluindo uma criança de apenas nove anos. O menor, em um ato de desespero, correu para pedir auxílio aos vizinhos enquanto a mãe era agredida. A crueldade do episódio, ocorrido dentro do ambiente doméstico, foi um dos pontos centrais destacados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) durante o julgamento, enfatizando os danos psicológicos permanentes causados aos familiares.
Repercussão e luta por justiça
Após o atentado, Mariana foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), onde permaneceu internada por um longo período para recuperação. O agressor, que havia fugido utilizando um veículo da família, foi detido pela Polícia Militar (PM) poucas horas após o crime, ainda na tarde do mesmo dia.
Mesmo após a prisão, a vítima utilizou as redes sociais em diversos momentos para cobrar celeridade no processo e relatar o medo constante em que vivia. O caso tornou-se um símbolo da luta contra a violência doméstica na região, com campanhas de apoio que acompanharam o desenrolar do processo até a condenação final. Para mais informações sobre o desdobramento de casos judiciais e notícias de relevância regional, continue acompanhando O Parlamento, seu portal de compromisso com a informação de qualidade.



