Professor Alcides vira ameaça real aos caciques do PL em Goiás

O crescimento do deputado federal Professor Alcides Ribeiro Filho virou um problema interno no PL em Goiás. Apontado por pesquisas internas como um dos parlamentares mais bem avaliados do estado, Alcides pode ultrapassar 250 mil votos nas próximas eleições, número que escancara o temor da velha guarda do partido.
Em vez de fortalecer a legenda, o PL parece incomodado com quem tem voto.
Nos bastidores, pré-candidatos ligados à cúpula admitem receio de que suas campanhas sirvam apenas como “escada eleitoral”, inflando a votação de Alcides enquanto eles próprios naufragam nas urnas. O partido, que deveria organizar e proteger suas maiores lideranças, demonstra agir como um clube fechado, hostil a quem cresce fora do controle dos caciques.
PL prefere controlar nomes a ganhar eleições.
A ascensão de Professor Alcides expõe uma contradição: o PL tolera protagonismo apenas quando ele nasce de acordos internos, não do respaldo popular. O deputado construiu sua força política com atuação direta nas bases, presença constante e discurso técnico, rompendo com a lógica de imposição partidária.
Convites e risco de esvaziamento.
Procurado, Professor Alcides desconversou, mas confirmou convites de grandes partidos para disputar a reeleição. A eventual saída do deputado representaria um duro golpe ao PL goiano, que pode perder um de seus nomes mais competitivos por incapacidade de conviver com liderança real.
Risco eminente
Ao tratar o crescimento de Professor Alcides como ameaça, o PL corre o risco de repetir um erro clássico da política: sacrificar votos em nome do ego de seus caciques. Enquanto o partido se fecha, Alcides cresce — e com ele, o eleitorado que não aceita mais imposições de gabinete.




