Goiás

Goiânia: Prefeitura intensifica fiscalização e ordenamento urbano com foco em abordagem social humanizada

A Prefeitura de Goiânia, sob a gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), anunciou um aprimoramento significativo nas estratégias de **fiscalização**, **ordenamento urbano** e **abordagem social** na capital. A iniciativa, que envolve um esforço conjunto da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas para Mulheres (Semasdh), busca ir além da simples repressão, adotando uma perspectiva mais **humanizada** e inclusiva, com ênfase na pré-abordagem e no diálogo.

Este novo modelo de atuação reflete uma compreensão mais profunda dos desafios urbanos contemporâneos, onde a presença do **comércio informal** é uma realidade complexa, impulsionada por fatores socioeconômicos. Em vez de apenas coibir, a prefeitura propõe um caminho que conecta a manutenção da ordem pública com a oferta de **políticas públicas** e suporte social, reconhecendo a vulnerabilidade de grande parte dos trabalhadores informais.

Um Desafio Urbano Multidimensional

O **ordenamento urbano** em grandes cidades como Goiânia é um tema sensível, que envolve a disputa por espaços públicos e a necessidade de equilibrar os interesses de comerciantes formais, pedestres, motoristas e, claro, os trabalhadores informais. Historicamente, a ocupação das calçadas e áreas públicas por ambulantes tem sido uma característica marcante das metrópoles brasileiras, muitas vezes sem a devida regulamentação, gerando conflitos e problemas de **mobilidade urbana** e **segurança pública**.

A Região da 44, a Avenida Anhanguera e a Avenida 24 de Outubro, que foram os principais focos das ações em 2025 e 2026, representam eixos comerciais vitais e de grande fluxo de pessoas na capital goiana. Nestes locais, a concentração de atividades informais, embora geradora de renda para muitos, também impunha desafios como a obstrução de calçadas, a concorrência desleal com o **comércio legalizado** e, em alguns casos, a associação com atividades ilícitas. Os dados da prefeitura apontam para um total de 653 apreensões em dois anos, indicando a dimensão da informalidade nessas áreas.

Resultados e Perfil dos Trabalhadores Informais

Os primeiros resultados do aprimoramento da **fiscalização** são promissores. A prefeitura destaca uma redução de 75% nos casos relacionados ao tráfico de drogas e uma queda de 80% nos crimes de furto e roubo nas áreas reordenadas. Além disso, foram observadas ruas mais organizadas, limpas e seguras para pedestres e motoristas, melhoria na fluidez do trânsito, aumento nas vagas de estacionamento e um impulso significativo para o **comércio legalizado**, que viu suas vendas crescerem em até 40%. A maior locação de salas comerciais nessas regiões também sinaliza um aquecimento econômico impulsionado pela melhoria do ambiente urbano.

Um dos pilares da **abordagem humanizada** é o **levantamento socioeconômico** dos ambulantes. Uma pesquisa realizada nas Avenidas 24 de Outubro e Anhanguera revelou um perfil de trabalhadores predominantemente com renda de até dois salários mínimos, uma presença expressiva de mulheres chefes de família e idosos, além de uma parcela significativa sem cadastro ou com dados desatualizados no **CadÚnico**. A dependência do **comércio informal** como principal fonte de renda é uma constante para a maioria. Estes dados são cruciais para a construção de soluções que considerem a realidade social dos envolvidos.

Diálogo e Inclusão Social como Pilar

A compreensão desse perfil permitiu à prefeitura ir além da mera remoção. Após as abordagens, os trabalhadores foram encaminhados para **serviços socioassistenciais**, com inclusão ou atualização no **CadÚnico**, programa fundamental para o acesso a diversos benefícios sociais. Foram ofertados ainda encaminhamentos para aluguel social pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) e a distribuição de cestas básicas. Essa retaguarda social é vital para mitigar os impactos da perda de seu local de trabalho habitual e oferecer alternativas dignas.

O setor produtivo, representado pelo presidente do Sindióptica-GO, Leandro Fleury, que também falou em nome da Fecomércio, demonstrou apoio à iniciativa. Ele ressaltou que comerciantes do Setor Central não viam as calçadas livres há pelo menos 20 anos, apontando que este é um “primeiro passo para a **revitalização do Centro**”. Fleury enfatizou que, embora todo cidadão mereça apoio para trabalhar, isso deve ocorrer em locais regulamentados, reforçando a necessidade do remanejamento para espaços adequados e a preservação do reordenamento.

A postura do prefeito Sandro Mabel, que reiterou o compromisso de sua gestão em evitar o enfrentamento e a truculência, sublinha a importância do **diálogo** e do trabalho prévio de sensibilização. A orientação é que as secretarias mantenham canais abertos, buscando soluções negociadas e humanizadas, antes de qualquer medida de **fiscalização** mais incisiva. Este modelo busca conciliar o direito ao trabalho com o direito ao uso e usufruto do espaço público, reconhecendo a complexidade inerente a essas questões.

Desdobramentos e Perspectivas Futuras

O desafio agora é consolidar os resultados e garantir que as soluções propostas para o remanejamento dos trabalhadores informais sejam sustentáveis e economicamente viáveis. A criação de espaços adequados, com estrutura e visibilidade que permitam a continuidade de suas atividades, é fundamental para o sucesso a longo prazo dessa política. A experiência de Goiânia, ao integrar **fiscalização** rigorosa com uma robusta **abordagem social**, pode servir de modelo para outras cidades que enfrentam desafios semelhantes no **ordenamento urbano** e na gestão do **comércio informal**.

Manter o **diálogo** constante com os comerciantes formais e informais, além de monitorar os impactos das políticas implementadas, será crucial para ajustar as estratégias conforme a realidade se transforma. A cidade de Goiânia busca, assim, construir um ambiente urbano mais justo, seguro e organizado para todos os seus cidadãos, sem deixar de lado a atenção àqueles que dependem da informalidade para sua subsistência.

Acompanhe no O Parlamento as análises e as atualizações sobre os desdobramentos dessa e de outras importantes iniciativas que moldam o futuro de nossas cidades. Nosso compromisso é trazer informação relevante, aprofundada e contextualizada, para que você esteja sempre bem informado sobre os temas que impactam a sociedade.

Fonte: https://www.goias365.com.br

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo