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Mulher denuncia agressões graves e dentes traumatizados após ser espancada por empresário em Goiânia

Uma auxiliar de escritório de 28 anos, identificada como Natalya Cristina de Alvarenga Figueiredo, denunciou ter sido brutalmente agredida pelo companheiro, um empresário de 31 anos, em Goiânia. O incidente, que resultou em lesões graves, incluindo sangramento na boca e dentes traumatizados, ocorreu na residência do casal, no Parque Anhanguera, na última quarta-feira (27). A Polícia Militar foi acionada, mas o suspeito, Igor Luiz Soares Gonçalves, fugiu antes da chegada das autoridades, deixando a vítima em estado de choque e com visíveis marcas da violência.

O caso expõe a dura realidade da violência doméstica, um problema persistente que afeta milhares de mulheres no Brasil. A denúncia de Natalya, que já havia enfrentado um histórico de agressões e ameaças no relacionamento, ressalta a importância de buscar ajuda e a atuação das forças de segurança e órgãos especializados no combate a esse tipo de crime.

O Relato da Agressão e o Resgate Policial

Segundo o relato de Natalya, a agressão ocorreu após uma discussão que se estendeu do dia anterior. Ela conta que o desentendimento começou na terça-feira e persistiu até a quarta-feira, quando, após o almoço, a situação escalou para a violência física. “A gente brigou na terça e na quarta manteve a briga de terça. A discussão começou depois do almoço. Dessa vez eu chamei a polícia, ele não acreditou que eu faria isso”, afirmou a vítima em entrevista.

Ao chegar ao local, o tenente Daniel Borges, da Polícia Militar, descreveu o cenário encontrado pelos policiais. “Quando chegamos ela estava com vários hematomas e sangue escorrendo na boca”, relatou o militar, evidenciando a gravidade das lesões. Natalya foi socorrida com a boca sangrando e teve dois dentes traumatizados, resultado de um soco. Um vídeo gravado pela própria jovem logo após as agressões mostrava claramente a boca machucada e ensanguentada, servindo como prova da brutalidade do ataque.

Um Histórico de Violência e Ameaças Constantes

O relacionamento entre Natalya e Igor teve início em janeiro de 2025, foi interrompido em maio do mesmo ano e reatado em agosto. Durante esse período, a auxiliar de escritório alega ter sido vítima de agressões e ameaças de forma contínua. Embora esta tenha sido a primeira vez que um soco direto na boca resultou em dentes traumatizados, Natalya já havia sofrido outras formas de violência.

Ela mencionou um episódio em setembro de 2025, quando suas costas ficaram “totalmente lesionadas” devido a agressões anteriores. A vítima descreve a sensação de irrealidade e desespero após o último ataque. “Parece que estou num pesadelo, que estou dissociando e nada disso está acontecendo. Minha ficha não caiu, não sei te explicar”, desabafou, revelando o profundo abalo psicológico causado pela experiência.

O Padrão da Violência Doméstica e a Culpa Atribuída

As discussões, segundo Natalya, frequentemente surgiam por motivos banais, um padrão comum em casos de violência doméstica. Mais preocupante ainda é a forma como o agressor supostamente reagia, atribuindo a culpa das agressões à própria vítima. “Ele falava que a culpa era minha, que eu era muito ciumenta, que eu descontrolava ele. Falava que, se eu fosse de boa, nada disso teria acontecido”, relatou Natalya.

Essa tática de manipulação, conhecida como gaslighting, é frequentemente utilizada por agressores para desviar a responsabilidade de seus atos e minar a autoestima e a percepção da realidade da vítima. A narrativa de Natalya se alinha a inúmeros relatos de mulheres que enfrentam a violência, onde o ciclo de abuso é perpetuado pela culpabilização e pela dificuldade de romper com o relacionamento.

A Busca por Justiça e Medidas de Proteção

Após prestar depoimento na delegacia, Natalya Cristina solicitou uma medida protetiva de urgência, um instrumento legal fundamental para garantir a segurança de vítimas de violência doméstica. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Goiás como lesão corporal grave. A atuação da DEAM é crucial para oferecer suporte especializado e conduzir as investigações de forma a proteger a vítima e responsabilizar o agressor.

A fuga do suspeito antes da chegada da polícia destaca a necessidade de agilidade no atendimento a essas ocorrências e a importância de as vítimas denunciarem imediatamente. A solicitação de medida protetiva é um passo vital para Natalya, oferecendo um escudo legal contra novas agressões e permitindo que ela inicie um processo de recuperação física e emocional em um ambiente mais seguro.

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