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Supermercados devem seguir regras de precificação para garantir direitos do consumidor

Transparência e a legislação vigente nos supermercados

A experiência de realizar compras em grandes redes de supermercados, como Carrefour e Assaí, é marcada por uma dinâmica intensa de promoções, ofertas por quantidade e descontos vinculados a aplicativos. No entanto, essa complexidade comercial frequentemente gera situações de desconforto, especialmente quando o valor registrado no caixa diverge do preço exibido nas gôndolas. Embora o tema tenha ganhado novo fôlego no debate público em 2026, a obrigatoriedade de clareza na precificação não é uma novidade, estando amparada por marcos legais consolidados no país.

A legislação brasileira, através do Código de Defesa do Consumidor e da Lei nº 10.962/2004, estabelece diretrizes rígidas para a exposição de preços. O objetivo central é assegurar que o consumidor tenha acesso a informações corretas, visíveis e de fácil compreensão antes de efetivar a compra. Quando há divergência entre os valores apresentados — seja por etiquetas, cartazes, leitores de código de barras ou o sistema do caixa — a norma é clara: o cliente tem o direito legal de pagar pelo menor preço anunciado.

O desafio das ofertas complexas e o direito à informação

O cenário atual de consumo, que envolve clubes de fidelidade, cadastros de CPF e promoções escalonadas, exige uma postura ainda mais atenta por parte dos estabelecimentos. A regra determina que qualquer condição especial para a obtenção de um desconto deve ser apresentada de forma ostensiva. O consumidor não pode ser surpreendido no momento do pagamento por exigências que não estavam devidamente sinalizadas no local de exposição do produto.

Além da clareza no valor final, a legislação reforça a importância da unidade de medida. A obrigatoriedade de informar o preço por quilo, litro ou metro é uma ferramenta essencial de transparência. Esse dado permite que o comprador realize comparações justas entre embalagens de diferentes tamanhos, evitando que promoções aparentes masquem um custo-benefício desvantajoso para o orçamento doméstico.

Como agir diante de cobranças indevidas

Para garantir seus direitos, a recomendação dos órgãos de proteção é manter uma postura preventiva. Ao identificar qualquer inconsistência, é fundamental que o consumidor reúna provas, como fotos da gôndola, prints de aplicativos de ofertas ou o próprio cupom fiscal. Esses registros são peças-chave para uma eventual reclamação formal.

Caso o estabelecimento se recuse a corrigir o valor no momento da compra, o consumidor pode buscar auxílio nos órgãos de defesa, como o Procon, ou registrar a ocorrência através da plataforma Consumidor.gov.br. O acompanhamento constante das práticas de mercado é um exercício de cidadania que fortalece a transparência nas relações de consumo em todo o território nacional.

O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos sobre os direitos do consumidor e as práticas do setor varejista. Continue conosco para se manter informado sobre temas relevantes, atualizados e com o rigor jornalístico que você merece.

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