Primeira-dama de Aparecida baixa o nivel e desrespeita o Poder Legislativo

Quando arrogância e prepotência se misturam, o resultado é um ataque frontal à democracia e ao respeito institucional. Nesta semana, a primeira-dama Dra. Lana Bezerra — médica, empresária e esposa do prefeito Leandro Vilela — protagonizou um episódio lamentável ao dirigir ofensas graves contra o vereador Felipe Cortez (PL), legitimamente eleito pelo voto popular.
Durante uma discussão pública, a senhora utilizou termos como “moleque” e “sem caráter”, além de se autoproclamar “poderosa”. Em tom de intimidação, declarou: “Mexeu com ele, mexeu comigo”, numa clara tentativa de silenciar o parlamentar em defesa do prefeito.
É importante lembrar que cabe ao vereador fiscalizar o Poder Executivo e cobrar ações da gestão municipal. Ao atacar sua honra de forma tão rasteira, a secretária extrapolou os limites do debate público e institucional. Cortez é pai de família, representante do povo e deve ser respeitado — inclusive por quem mantém vínculos pessoais com o chefe do Executivo.
Chamar um parlamentar de “sem caráter” e “moleque” não é apenas desrespeitoso — fere diretamente os princípios republicanos que regem a relação entre os poderes. Em qualquer ambiente sério, tais ofensas já seriam motivo suficiente para um processo por danos morais, além da exigência de retratação pública.
Chamar um parlamentar de “sem caráter” e “moleque” não é apenas desrespeitoso — fere diretamente os princípios republicanos que regem a relação entre os poderes.
Mais grave ainda é o uso da condição de esposa do prefeito como escudo político. Afinal, qual é a relevância institucional da Sra. Lana Bezerra? A população não elegeu uma primeira-dama, como bem afirmou o vereador Felipe Cortez: “Mesmo porque a índole de Leandro Vilela não pactua com palavras chulas. É um moço respeitoso, honrado e responsável.”
Aparecida de Goiânia precisa de gestores comprometidos com o respeito, a democracia e a ética pública. Arrogância, ataques pessoais e o uso indevido da influência política não têm lugar em uma administração que deveria estar voltada ao interesse coletivo.
Fica o alerta: ser esposa do prefeito não dá a ninguém o direito de desrespeitar representantes do povo — muito menos de falar sem conhecimento de causa. Infelizmente, esse tipo de comportamento lembra as expressões de ódio e o despreparo político que hoje colocam a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, como símbolo de desgaste e polêmica no cenário internacional.




