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Produtor rural é investigado em catalão por castrar gado de vizinho sem permissão

Um produtor rural foi conduzido à delegacia sob a acusação de praticar maus-tratos contra animais na zona rural de Catalão, município localizado no sudeste de Goiás. A suspeita é de que ele tenha realizado a castração de 15 cabeças de gado pertencentes a um vizinho sem qualquer tipo de autorização ou critério técnico adequado.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de um registro em áudio em que o investigado justifica a atitude drástica. Na gravação, ele argumenta que não permitiria o cruzamento dos animais invasores com suas próprias vacas, destacando um investimento financeiro de R$ 30 mil na aquisição de touros reprodutores selecionados. Na mesma mensagem, o homem ainda fez ameaças de voltar a realizar o procedimento caso a situação se repetisse.

Entrave na divisa e o início do conflito

Conforme apurado pelas autoridades policiais, a invasão das terras ocorreu de maneira totalmente acidental. Uma árvore acabou cedendo e caindo sobre a cerca divisória das propriedades rurais, rompendo a estrutura e abrindo passagem para que o rebanho da raça Nelore cruzasse para o terreno vizinho.

O dono dos animais relatou que percebeu o sumiço do gado e, ao ir procurá-lo, deparou-se com os bovinos confinados e sangrando no curral da fazenda ao lado. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, o procedimento cirúrgico foi conduzido de forma clandestina, sem o uso de anestésicos ou acompanhamento veterinário.

Enquadramento legal e próximos passos

O delegado responsável pelo caso, Vitor Magalhães, explicou que a conduta foi inicialmente classificada como crime de menor potencial ofensivo relacionado a maus-tratos a animais. Como a legislação prevê pena máxima de até um ano de detenção para esse tipo de ocorrência, não houve prisão em flagrante no momento da abordagem policial.

A investigação seguirá através da lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O episódio reacende debates sobre os limites da convivência entre produtores rurais e a necessidade de resolver conflitos de divisa e invasão de pastagens por vias legais e pacíficas, evitando atos de justiça com as próprias mãos que configurem crimes ambientais ou contra o patrimônio alheio.

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