Polícia confirma: padrasto envenenou menina de 9 anos com ‘chumbinho’ em Goiás; ele segue preso
A Justiça de Goiás decidiu manter a **prisão preventiva** de Ronaldo Alves de Oliveira, de 31 anos, principal suspeito de envenenar e causar a morte da enteada, **Weslenny Rosa Lima**, de apenas 9 anos. O crime brutal chocou a pequena cidade de **Alto Horizonte**, na região norte do estado. Investigações da Polícia Civil apontam que o padrasto foi o responsável por colocar um veneno popularmente conhecido como **chumbinho** no arroz servido durante um jantar familiar, na noite da última sexta-feira (27), causando a tragédia que levou ao óbito da menina e deixou o irmão dela, de 8 anos, internado em estado grave.
O jantar fatal e a rápida deterioração da saúde das crianças
Naquela noite fatídica, Weslenny, seu irmão, a mãe Nábia Rosa e o padrasto, Ronaldo, compartilhavam a refeição composta por arroz, feijão e carne moída. Pouco tempo depois do jantar, as duas **crianças** começaram a passar mal, apresentando sintomas alarmantes como dores intensas, vômitos incessantes e **crises convulsivas**. A mãe, em depoimento, relembrou o desespero da filha, que pediu socorro: “Mãe, não estou aguentando”. A gravidade do quadro fez com que Weslenny fosse levada às pressas para o hospital, onde, apesar dos esforços médicos, não resistiu e faleceu.
O irmão de Weslenny, também vítima do **envenenamento**, foi internado no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Inicialmente, seu estado de saúde era considerado grave, mas as informações mais recentes da polícia indicam uma melhora progressiva. O caso, que teve seu ‘start’ a partir da desconfiança da equipe médica do hospital diante da rápida e atípica evolução do quadro clínico da menina, levantou o alerta para a possibilidade de uma causa não natural para a morte.
A confissão, a perícia e o veneno conhecido
De acordo com o delegado Domenico Rocha, responsável pelo caso, a **perícia** técnica foi crucial para a elucidação inicial dos fatos. Análises laboratoriais confirmaram a presença de **chumbinho** no arroz que foi encontrado no jantar da família. O próprio **Ronaldo Alves de Oliveira** teria declarado à polícia, no dia do ocorrido, que foi ele quem preparou o arroz com o veneno. Ele também afirmou ter descartado as sobras da refeição no lixo, onde, lamentavelmente, animais da vizinhança — quatro gatos — as teriam consumido e também vieram a óbito, o que reforça a natureza e a alta toxicidade da substância utilizada.
O **chumbinho** é, na verdade, um nome popular para produtos agrotóxicos à base de carbamatos, como o aldicarbe, cuja venda é proibida no Brasil para uso doméstico e que tem sua utilização restrita à agricultura sob supervisão. No entanto, é frequentemente usado de forma criminosa em casos de **envenenamento**, seja em pessoas ou animais, devido à sua alta toxicidade e fácil acesso no mercado clandestino. Sua ação no organismo é rápida e devastadora, atacando o sistema nervoso central e causando os sintomas observados nas crianças.
Um relacionamento conturbado e a motivação do crime
A motivação para um ato de tamanha crueldade começa a ser delineada por informações coletadas pela polícia. Em entrevista, Nábia Rosa, a mãe das **crianças**, revelou que já havia notado uma crescente **falta de paciência** de Ronaldo com seus filhos. Ela disse ter confrontado o companheiro em diversas ocasiões: “Eu falava para ele, larga meus meninos, pode deixar que meus filhos eu mesmo vou cuidar”. Essa declaração aponta para um ambiente familiar já tenso e com indícios de desavenças.
Mais alarmante, Nábia afirmou que o padrasto tinha ‘motivos de sobra para atacá-la’ porque ela desejava pôr um fim no relacionamento, e ele não aceitava a separação. Essa linha de investigação sugere que o **envenenamento** das **crianças** pode ter sido uma retaliação ou uma forma de atingir a mãe, um cenário que enquadra o crime dentro do contexto de **violência doméstica** e de gênero. Diante desses elementos, o delegado indiciou Ronaldo Alves de Oliveira por **feminicídio triplamente qualificado** contra Weslenny e **tentativa de homicídio triplamente qualificado** contra o menino, o que prevê penas severas pela gravidade dos atos, o meio cruel empregado e a idade das vítimas.
Avanços na investigação e o clamor por justiça
A **Polícia Civil** de **Goiás** segue com as investigações, que incluem a análise de aparelhos celulares apreendidos, a coleta de novos depoimentos e a conclusão de laudos periciais complementares. Cada passo é crucial para consolidar as provas contra o suspeito e garantir que a justiça seja feita. A complexidade de um caso de **envenenamento**, especialmente envolvendo **crianças** e um membro da família como agressor, exige uma apuração minuciosa e técnica para desvendar todas as nuances e responsabilidades.
Este trágico episódio em **Alto Horizonte** ressoa em todo o país, levantando discussões urgentes sobre a segurança de **crianças** dentro do próprio lar e a persistência da **violência doméstica**. A comoção e a revolta da comunidade local e da sociedade em geral são reflexos da gravidade de crimes que quebram a confiança e a proteção que deveriam ser pilares em qualquer família. A luta contra o **feminicídio** e a **violência contra a criança** ganha mais um triste capítulo, reforçando a importância de denúncias e do amparo às vítimas.
O Parlamento continuará acompanhando de perto o desenrolar deste caso, trazendo as atualizações e aprofundando o debate sobre temas tão sensíveis e cruciais para a sociedade. Fique conectado para mais informações e análises que contextualizam os fatos e ajudam a compreender a complexidade da realidade brasileira.
Fonte: https://g1.globo.com




