Anápolis

Deputados federais de Goiás que não conseguiram a reeleição em 2026

O cenário das urnas e a renovação na bancada goiana

O pleito de 4 de outubro de 2026 trouxe mudanças significativas para a representação de Goiás na Câmara dos Deputados. Com a apuração total das urnas, o sistema proporcional confirmou que três parlamentares que buscavam a continuidade de seus mandatos não obtiveram êxito nas urnas. O resultado evidencia a complexidade do quociente eleitoral, que muitas vezes sobrepõe o desempenho das legendas à votação individual dos candidatos.

Os deputados federais Lêda Borges (Republicanos), Professor Alcides (PSDB) e Ismael Alexandrino (PSD) figuram na lista dos parlamentares que não garantiram a permanência em Brasília. O desfecho da disputa reforça como a dinâmica das coligações e o desempenho partidário são determinantes no sistema político brasileiro, onde o sucesso eleitoral depende de uma engrenagem que vai além do carisma ou da votação nominal de cada postulante.

Desempenho individual e a lógica do sistema proporcional

O caso de Lêda Borges ilustra a particularidade do sistema proporcional. A parlamentar obteve 69.417 votos, um crescimento expressivo de 35,19% em relação aos 51.346 votos conquistados em 2022. Apesar do aumento nominal de 18.071 eleitores, a votação não foi suficiente para assegurar uma das 17 cadeiras destinadas a Goiás, demonstrando que o crescimento individual nem sempre acompanha o desempenho necessário da legenda para a ocupação de vagas.

Em contrapartida, outros parlamentares enfrentaram quedas expressivas. Professor Alcides, que em 2022 havia conquistado uma cadeira pelo PL com 90.162 votos, viu seu apoio reduzir para 61.685 votos nesta eleição pelo PSDB, uma diminuição de 31,58%. Ismael Alexandrino (PSD) também registrou recuo, passando de 54.791 votos na eleição anterior para 49.808, uma queda de 9,09%.

A disparidade entre os votos recebidos e a conquista da vaga fica evidente ao observar que os três deputados superaram, em números absolutos, o desempenho de Fábio Sousa (PL), que obteve 43.643 votos e garantiu seu assento na Câmara. Esse fenômeno é uma característica recorrente do sistema de listas abertas, onde o voto dado ao candidato também fortalece o partido ou a federação, sendo o quociente eleitoral o divisor final entre a vitória e a derrota.

Mudanças na composição da bancada goiana

A renovação na bancada goiana foi impulsionada não apenas pelas derrotas nas urnas, mas também por movimentações estratégicas. Nomes como Gustavo Gayer (PL) e Zacharias Calil (MDB) optaram por disputar o Senado, enquanto Jeferson Rodrigues (PSDB) abriu mão da candidatura à reeleição em setembro. Essas saídas abriram espaço para novos nomes, como Bruno Peixoto (UB), Fred Rodrigues (PL), Lucas do Vale (PSD), Lucas Calil (PRD), Major Vitor Hugo (PL) e Fábio Sousa (PL).

Ao todo, 11 dos 17 deputados eleitos em 2022 conseguiram manter seus mandatos, indicando uma taxa de renovação que reflete as escolhas do eleitorado goiano neste ciclo eleitoral. O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos da transição legislativa e as movimentações políticas que definirão a pauta do Congresso Nacional nos próximos anos. Para se manter informado sobre os bastidores da política regional e nacional, continue acompanhando nossas atualizações diárias, onde trazemos análises aprofundadas e o contexto necessário para entender as decisões que moldam o futuro do país. Acesse camara.leg.br para dados oficiais e acompanhamento legislativo.

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