Pesquisa real time big data aponta flávio com 52% e lula com 48% dos votos válidos

A reta final da corrida presidencial ganha novos contornos com a divulgação de levantamentos recentes sobre o cenário eleitoral brasileiro. A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (20), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula (PT) registra 48%. A vantagem numérica de quatro pontos percentuais reflete o acirramento da disputa a poucos dias da definição nas urnas, mobilizando eleitores em todo o território nacional.
No cenário da pesquisa estimulada, que engloba também os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos, o candidato do PL aparece com 48% das intenções de voto, frente a 45% do atual chefe do Executivo. Outros 5% dos entrevistados indicam intenção de anular ou votar em branco, ao passo que 2% não souberam ou preferiram não responder. Os votos válidos excluem estas categorias, seguindo a metodologia oficial estabelecida pela Justiça Eleitoral para apurar o pleito.
Metodologia e comparativo com levantamentos anteriores
A comparação com a sondagem prévia do instituto, realizada em 1º de outubro, antes do primeiro turno, demonstra uma movimentação sutil no tabuleiro político. Na ocasião, o senador pontuava com 46%, subindo para 48%, enquanto o representante do PT manteve os mesmos 45%. Com essa oscilação, que permanece dentro da margem de erro estatística, a vantagem na pesquisa estimulada expandiu-se de um para três pontos percentuais.
O panorama desenhado pela Real Time Big Data alinha-se aos dados divulgados por outras empresas de pesquisa eleitoral na mesma semana. O levantamento do PoderData/AYA, publicado na segunda-feira (19), também trouxe o placar de 52% a 48% nos votos válidos. Institutos como AtlasIntel/Bloomberg e BTG/Nexus registraram variações próximas, demonstrando que o equilíbrio permanece como tônica na fase decisiva da campanha presidencial.
Perfil do eleitorado e divisão regional
Os números detalhados revelam fatias distintas de apoio para cada candidatura, evidenciando recortes socioeconômicos e geográficos marcantes. Entre o eleitorado com renda de até dois salários mínimos, o atual presidente lidera com 54% das intenções, comparado a 39% do adversário. A tendência se inverte no segmento de renda superior a cinco salários mínimos, onde o parlamentar alcança 61%, ante 33% do petista.
No recorte por regiões, o candidato governista mantém forte reduto no Nordeste, registrando 62% da preferência contra 31%. Por outro lado, o senador do PL lidera nas demais regiões do país: Sul (62% a 28%), Centro-Oeste (60% a 30%), Sudeste (53% a 40%) e Norte (50% a 45%). A divisão também aparece entre gêneros, com vantagem para o petista entre as mulheres (49% a 45%) e para o parlamentar entre os homens (52% a 41%).
Mobilização e rejeição na reta final
Com 93% dos entrevistados afirmando que já consolidaram sua escolha, o espaço para conversão de votos aparenta ser restrito. A fidelidade declarada atinge 94% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e 90% entre os apoiadores de Lula. Diante desse cenário de alta cristalização, a capacidade de engajamento e a logística de comparecimento no dia da votação tornam-se fatores determinantes para o desfecho do pleito.
Os índices de rejeição também figuram como elementos de peso na estratégia dos partidos. O presidente é rejeitado por 35% dos consultados, enquanto o senador registra 33% de rejeição individual, com 28% declarando rejeitar ambos os nomes. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o país entre 15 e 19 de outubro, por meio de ligações telefônicas, contando com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, sob o registro BR-02952/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
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