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Pesquisa palver aponta empate técnico entre flávio bolsonaro e lula na reta final

A reta final da corrida presidencial apresenta um cenário de acirramento e disputa acirrada nas urnas. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50% das intenções de voto para a Presidência da República, enquanto o atual presidente Lula (PT) registra 48%, conforme os dados divulgados pela pesquisa Palver nesta quarta-feira (21).

A apenas quatro dias do segundo turno, os dois principais concorrentes permanecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro estimada. Na comparação com o levantamento anterior da mesma instituição, o cenário mostra estabilidade para o candidato do PL, enquanto o representante petista oscilou negativamente de 49% para 48%.

Metodologia e margem de erro do levantamento

A distância de dois pontos percentuais observada entre os dois postulantes ao Palácio do Planalto encontra-se inteiramente dentro da margem de erro estipulada pelo instituto, que é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos. Os eleitores que declararam intenção de votar em branco, nulo ou que pretendem abster-se somam 1%, enquanto a parcela de indecisos foi zerada na amostragem mais recente.

Para a realização do estudo, a Palver ouviu 5 mil eleitores entre os dias 18 e 20 de outubro, utilizando questionários aplicados de forma online. O modelo adotado foi de amostra não probabilística, com o recrutamento de participantes intermediado por campanhas e anúncios veiculados em plataformas de redes sociais. O nível de confiança estipulado pela pesquisa é de 95%, e o registro oficial do levantamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu sob o número BR-04612/2026.

Firmeza no voto e índices de rejeição

O eleitorado demonstra alto grau de consolidação de suas escolhas a poucos dias do pleito. Entre os simpatizantes de Flávio Bolsonaro, 80% afirmam que nenhuma circunstância os faria alterar o voto, patamar muito próximo dos 79% registrados entre os eleitores de Lula. Fatos graves ou denúncias de corrupção envolvendo diretamente os nomes na disputa aparecem como o principal fator hipotético capaz de provocar migração de eleitores.

Em contrapartida, os patamares de rejeição seguem elevados para ambos os lados da disputa. Lula é rejeitado por 49% dos entrevistados, que pontuam que não votariam nele de maneira alguma, ao passo que Flávio Bolsonaro acumula uma rejeição de 47%. No quesito de convicção positiva, 49% garantem voto certo no senador, enquanto 47% manifestam a mesma certeza em relação ao atual mandatário do Executivo federal, conforme detalhado em dados da Justiça Eleitoral.

Divisão regional, demográfica e avaliação de governo

Os recortes demográficos e regionais evidenciam perfis distintos de adesão a cada candidatura. Flávio Bolsonaro obtém maior força entre o eleitorado evangélico e protestante, alcançando 69%, além de registrar 61% de preferência tanto na região Sul quanto no Centro-Oeste. Por sua vez, Lula concentra maior capilaridade no Nordeste, onde atinge 65%, além de somar 54% entre os católicos e 63% entre moradores de residências beneficiadas pelo programa Bolsa Família.

A divisão também se manifesta na faixa de renda dos cidadãos. Entre aqueles cuja renda familiar alcança até dois salários mínimos, Lula lidera com 51% frente a 48% de seu adversário. Na faixa situada entre dois e cinco salários mínimos, a situação se inverte, com o senador pontuando 53% e o presidente marcando 45%. A administração federal atual acumula 51% de desaprovação e 48% de aprovação no mesmo estudo.

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