Perito criminal é flagrado agredindo e ameaçando coletores de lixo em Goiânia

Agressão e intimidação em via pública
Um caso de violência urbana chocou moradores de Goiânia após a circulação de imagens que mostram o perito criminal Ricardo Rezende de Morais agredindo e ameaçando trabalhadores da limpeza urbana. O episódio, registrado na noite de segunda-feira (1º), ocorreu enquanto os funcionários do consórcio LimpaGyn realizavam o recolhimento de resíduos em uma rua da capital goiana.
As imagens, capturadas por câmeras de segurança instaladas no caminhão de lixo, mostram o momento em que o veículo bloqueava parcialmente a via estreita. Embora outros motoristas tenham conseguido transitar pelo local, o condutor do carro de passeio desembarcou do veículo e iniciou uma discussão, que rapidamente escalou para agressão física contra um dos coletores, seguida pela exibição de uma arma de fogo para intimidar o grupo.
Situação funcional do servidor
A repercussão do caso levou a Polícia Científica de Goiás a se manifestar oficialmente sobre o status do servidor. Segundo a instituição, Ricardo Rezende de Morais está afastado de suas atividades desde janeiro de 2025. A corporação esclareceu que, mesmo antes do afastamento, o perito exercia apenas funções administrativas.
Um ponto crucial levantado pela investigação preliminar é a ausência de autorização para o uso de armamento. A Polícia Científica afirmou que o servidor não possui porte funcional de arma de fogo desde 2019, não recebeu equipamento institucional e não detém qualquer autorização da pasta para a aquisição de armamento de uso restrito. A conduta do perito, portanto, coloca em xeque a origem do armamento utilizado na ameaça.
Medidas legais e apoio aos trabalhadores
O consórcio LimpaGyn, responsável pela coleta de lixo na região, registrou um boletim de ocorrência na última quarta-feira (3) para que as autoridades policiais investiguem o crime. Além da esfera criminal, a empresa informou que tem prestado suporte psicológico aos funcionários que foram alvos da intimidação durante o turno de trabalho.
A Polícia Científica reforçou que, ao tomar conhecimento do vídeo, iniciou imediatamente os procedimentos para a apuração dos fatos tanto na esfera administrativa quanto na criminal. O órgão reiterou seu compromisso com a ética e a legalidade, repudiando a conduta do servidor. Até o momento, a defesa de Ricardo Rezende de Morais não foi localizada para comentar o ocorrido.
O portal O Parlamento segue acompanhando o desenrolar das investigações e os desdobramentos deste caso que envolve segurança pública e direitos trabalhistas. Para se manter informado sobre este e outros temas relevantes, continue acompanhando nossas atualizações diárias, onde prezamos pela apuração rigorosa e pelo compromisso com a verdade factual. Acesse Polícia Científica de Goiás para mais informações institucionais.




