Família de Netinho substitui número 13 por expressão inusitada em missa

A despedida ao cantor Netinho, que faleceu aos 60 anos, gerou repercussão nas redes sociais e chamou a atenção para um detalhe simbólico em sua homenagem póstuma. Na divulgação da missa de sétimo dia do artista, realizada em uma segunda-feira na cidade de Salvador, na Bahia, a família optou por evitar o registro numérico tradicional para a data de seu falecimento, ocorrido em 13 de outubro.
Em vez de estampar o número que remete ao calendário comum daquela data, a publicação informativa distribuiu o registro como “12+1/10/2026”. A escolha não passou despercebida pelo público e pelos admiradores, evidenciando marcas do comportamento público que o cantor manteve ao longo de sua trajetória nos últimos anos de vida.
Posicionamento político e a recusa ao número
A substituição da numeração faz referência direta ao posicionamento político que o cantor assumiu publicamente em sua carreira recente. O artista era conhecido por se declarar antipetista e evitava de forma sistemática utilizar o número 13, que é historicamente associado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Essa mesma prática era adotada pelo próprio músico em suas redes sociais durante os meses em que a contagem coincidia com o número. Em datas como 13 de março, 13 de abril e 13 de junho, por exemplo, o artista utilizava publicamente a expressão “12+1” para marcar o dia sem precisar grafar o algarismo que rejeitava em seu cotidiano digital.
Trajetória política e relação com o bolsonarismo
Nas eleições de 2022, o cantor filiou-se ao Partido Liberal (PL) e tentou migrar para a vida pública ao disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, embora não tenha conseguido conquistar votos suficientes para ser eleito. Ele era um apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O envolvimento com o movimento político incluía a participação ativa em manifestações de rua e atos públicos. Em uma dessas ocasiões de campanha, o cantor interpretou seu maior sucesso comercial, a canção “Milla”, o que gerou repercussão jurídica e uma disputa na Justiça com o compositor Manno Góes pelo direito de uso da música.
Causa da morte e despedida em Salvador
De acordo com informações divulgadas pela assessoria do artista, o falecimento ocorreu após complicações decorrentes de um linfoma não Hodgkin do tipo B. A doença acabou evoluindo para um quadro clínico grave de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
O portal O Parlamento continua acompanhando os desdobramentos sobre a repercussão da despedida e a história cultural do artista na política nacional. Siga navegando pelo nosso portal para ler mais reportagens aprofundadas sobre fatos atuais e análises de relevância pública.




