Milky moo opera com centenas de lojas fora da escala 6×1 e aponta ganhos

Criada em Goiânia, a rede de franquias Milky Moo mantém atualmente cerca de 600 unidades operando fora do modelo tradicional conhecido como escala 6×1. A marca, especializada em milk-shakes, chama atenção no mercado nacional ao adotar majoritariamente um formato alternativo de organização de turnos em suas operações franqueadas espalhadas pelo país.
Segundo dados divulgados pelo fundador e CEO da empresa, Lohran Soares, aproximadamente 80% das 760 unidades abertas utilizam o regime de revezamento conhecido como jornada 12×36. Nesse modelo, o funcionário cumpre um turno de 12 horas seguidas de trabalho e tem direito a 36 horas consecutivas de descanso antes de retornar às atividades na rede de franquias.
gestão de jornadas e produtividade no varejo
Em entrevista recente, o empresário responsável pela marca destacou que a experiência prática da rede demonstra ser viável buscar melhorias operacionais por meio de uma administração mais eficiente dos horários. De acordo com a visão corporativa, a estruturação diferenciada dos turnos pode favorecer o atendimento ao público sem necessariamente elevar de forma expressiva os gastos com a folha de pagamento de funcionários.
Entre os pontos positivos apontados pela direção estão a maior previsibilidade nos horários de expediente, a redução no volume de trocas diárias de turno e a facilidade para redimensionar as equipes durante os horários de maior fluxo de clientes nas lojas físicas. No entanto, a administração pondera que o sucesso do modelo depende diretamente do dimensionamento adequado dos times, do perfil específico de cada ponto comercial e da rigidez no cumprimento da legislação trabalhista vigente.
origem do modelo e o cenário das mudanças trabalhistas
A adoção desse formato não é recente na história da empresa goiana. A rede utiliza a jornada 12×36 desde a inauguração de sua primeira unidade, que funcionava no antigo Shopping Cidade Jardim, na capital de Goiás. A prática, portanto, antecede os debates recentes sobre alterações nas normativas nacionais de trabalho e não se confunde diretamente com uma redução linear na carga horária semanal dos colaboradores.
O tema ganhou grande repercussão após a promulgação de novas regras pelo Congresso Nacional, que estabelecem a transição para modelos com dois dias de descanso semanal remunerado. Enquanto na tradicional escala 6×1 o trabalhador tem apenas uma folga após seis dias de serviço, o novo cenário regulatório prevê reduções graduais no limite semanal de horas, permitindo variações e ajustes operacionais mediante negociação coletiva entre os setores produtivos e sindicatos.
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