Entidades empresariais de Goiânia apoiam medidas da prefeitura para organizar o comércio e impulsionar a formalização
Em um movimento significativo para o ordenamento urbano e o desenvolvimento econômico da capital goiana, diversas entidades empresariais de Goiânia formalizaram seu apoio às ações da prefeitura voltadas para a organização do comércio em regiões estratégicas da cidade. Os ofícios, encaminhados ao prefeito Sandro Mabel, destacam os impactos positivos das iniciativas no ambiente de negócios, na mobilidade urbana e no incentivo à formalização de atividades, especialmente no Centro, em Campinas e na efervescente Região da 44.
As medidas implementadas pela gestão municipal abrangem a regularização de vendedores ambulantes, intervenções viárias para otimizar o fluxo de veículos e pedestres, e um esforço contínuo para aprimorar o acolhimento a pessoas em situação de rua, integrando uma visão mais ampla de organização do espaço público. O respaldo do setor produtivo sublinha a complexidade e a relevância dessas ações, que buscam equilibrar a dinâmica econômica com a qualidade de vida urbana.
O clamor pela organização e a voz das entidades
A questão do comércio informal e da ocupação desordenada de espaços públicos é um desafio recorrente em grandes centros urbanos, impactando desde a fluidez do trânsito até a concorrência leal entre estabelecimentos. Em Goiânia, com seu pujante setor comercial, essas demandas são ainda mais latentes. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) foi uma das primeiras a manifestar seu apoio.
Em ofício, a Fecomércio-GO salientou que as ações da prefeitura contribuem diretamente para a organização dos espaços públicos, mencionando, em particular, a Avenida 24 de Outubro, em Campinas. A entidade enfatizou que a atuação municipal “assegura condições justas de concorrência e conformidade com a legislação que rege a atividade econômica”, um ponto crucial para o setor. Além disso, a federação destacou a importância de “incentivar e valorizar vendedores ambulantes devidamente cadastrados e formalizados, promovendo inclusão produtiva com responsabilidade social”.
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG) endossou a posição, declarando apoio institucional às iniciativas de regulamentação e ordenamento do comércio ambulante, com foco nas regiões do Centro e de Campinas. A ACIEG defendeu “a construção de um sistema baseado na formalidade”, visando estimular a regularização e transformar o comércio informal em atividades organizadas e integradas à economia formal, gerando benefícios como recolhimento de impostos e acesso a direitos trabalhistas.
O Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico de Goiás (Sindióptica-GO) também formalizou seu reconhecimento, ressaltando o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento urbano e a valorização do comércio local. A entidade colocou-se à disposição para colaborar em iniciativas que fortaleçam a cidade, demonstrando a percepção de que o ordenamento é um fator de crescimento para todos.
Impacto direto nas áreas comerciais: Centro, Campinas e Região da 44
As intervenções da prefeitura são sentidas de forma distinta em cada um dos principais polos comerciais. No Centro, por exemplo, a ação de ordenamento urbano e orientação a vendedores ambulantes na Avenida Anhanguera, uma das principais vias da cidade, atendeu a uma demanda antiga de representantes do comércio. Durante essas ações, os trabalhadores receberam informações sobre alternativas de regularização, como a possibilidade de atuação na Feira Hippie e em galerias comerciais da Região da 44, além de prazos para adesão às opções.
Antônio Alves Ferreira Filho, presidente da Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências (Acic), avalia a medida como “essencial para a organização da região central”. Para ele, “a ocupação irregular do espaço público prejudica quem atua de forma regular. Essa intervenção contribui para a retomada da atividade econômica e para a preservação dos empregos formais”, um argumento que ressoa entre os comerciantes estabelecidos.
Em Campinas, a Avenida 24 de Outubro, importante corredor comercial e histórico, recebeu um ordenamento que integra intervenções viárias. Adequações no sistema de circulação, a criação de novas vagas de estacionamento e a reorganização do fluxo de veículos visam melhorar a mobilidade e o acesso dos consumidores, aspectos cruciais para a vitalidade do comércio de rua.
A Região da 44, um dos maiores polos atacadistas e varejistas do Brasil, é um exemplo notável do impacto dessas medidas. A Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) divulgou dados que atestam a eficácia das ações. No último trimestre de 2023, o polo registrou uma movimentação financeira de R$ 5,7 bilhões e recebeu 2,2 milhões de visitantes, superando os números do ano anterior. O trânsito na região também teve melhorias significativas, com a velocidade média passando de cerca de 18 km/h para aproximadamente 30 km/h após as intervenções.
Para Sérgio Naves, presidente da AER44, “o diálogo e a organização trouxeram ganhos reais para trabalhadores, comerciantes e visitantes, com melhoria no acesso, na circulação e no ambiente de negócios”, consolidando a 44 como um case de sucesso na gestão de grandes fluxos comerciais e de pessoas.
Responsabilidade social e o futuro do comércio goianiense
A prefeitura de Goiânia destaca que o processo de organização é conduzido com um forte pilar de responsabilidade social. Segundo Fernando Peternella, secretário municipal de Eficiência, “o prefeito Sandro Mabel tem determinado que todo o processo seja conduzido com responsabilidade social, oferecendo alternativas seguras e legais, com acompanhamento das equipes sociais quando necessário”. Essa abordagem busca mitigar os impactos negativos para os trabalhadores informais, oferecendo caminhos para sua integração ao mercado formal, com dignidade e suporte.
A complexidade da questão do comércio informal exige uma visão holística, que considere não apenas o ordenamento urbano e a competitividade, mas também a inclusão social e econômica. A adesão das entidades empresariais, ao lado do diálogo com os próprios trabalhadores, aponta para uma frente unida em busca de uma Goiânia mais organizada, acessível e próspera para todos os seus habitantes e visitantes.
Para o leitor, essas ações significam melhorias concretas no dia a dia: calçadas mais livres, trânsito mais fluido e um ambiente comercial mais seguro e regulado. São avanços que impactam diretamente a qualidade de vida e a experiência urbana na capital goiana. O Parlamento seguirá acompanhando os desdobramentos dessas importantes iniciativas. Para aprofundar-se em outros temas relevantes para a cidade, o estado e o país, continue navegando em nosso portal e acesse conteúdo com análise, contexto e credibilidade.
Fonte: https://www.goias365.com.br




