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Laudo técnico confirma perigo de queda em gameleiras da Praça da Cirrose em Goiânia

Um laudo emitido pela Polícia Científica de Goiás trouxe novos elementos para o debate sobre a preservação ambiental e a segurança urbana no Setor Oeste, em Goiânia. O documento técnico reconheceu a validade das intervenções planejadas pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) na Praça da Cirrose, autorizando a retirada de duas gameleiras e a poda de outras duas unidades arbóreas no local.

Perícia técnica valida medidas de segurança

A perícia foi solicitada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) com o objetivo de investigar as condições fitossanitárias das árvores. Concluída em 17 de setembro, a análise técnica serviu como um respaldo legal para as ações da prefeitura, que vinham sendo alvo de questionamentos por parte da comunidade local.

Os especialistas identificaram danos severos na estrutura das árvores. Uma das gameleiras, por exemplo, apresentava o tronco completamente oco, resultado de um incêndio anterior. Outro exemplar estava comprometido por uma infestação de brocas, apresentando necrose avançada e um risco iminente de queda sobre edificações vizinhas.

Riscos estruturais e histórico de danos

Além das patologias biológicas, o laudo destacou a pressão exercida pelo ambiente urbano sobre o desenvolvimento das plantas. As raízes das quatro gameleiras analisadas sofrem com a restrição de espaço causada por calçadas, muretas e estruturas de concreto, o que compromete a estabilidade das árvores a longo prazo.

O documento também cita o histórico de incidentes na região, com registros de queda de galhos que causaram danos materiais a propriedades próximas. Segundo os peritos, a autorização emitida pela Amma em 21 de agosto seguiu os critérios técnicos necessários, mesmo antes da abertura da investigação policial, reforçando que a intervenção é uma medida de proteção à vida e ao patrimônio.

O dilema entre preservação e segurança

Um ponto central do laudo é a distinção entre a aparência externa e a saúde estrutural. Embora duas das gameleiras ainda exibissem copas com folhas vigorosas, os peritos enfatizaram que a vitalidade aparente não anula os riscos estruturais internos. Essa constatação justifica a necessidade de manejo emergencial, independentemente da sazonalidade.

A conclusão da Polícia Científica alinha-se aos argumentos da administração municipal, que defende a necessidade de equilibrar o paisagismo urbano com a segurança de pedestres e comerciantes que circulam diariamente pela área. Para mais detalhes sobre esta e outras decisões que impactam a infraestrutura da capital, continue acompanhando as reportagens de O Parlamento, seu portal de referência para informações apuradas e relevantes sobre o cenário regional.

Para mais informações sobre a legislação ambiental vigente no estado, consulte o portal oficial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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