Suspeitos de assassinar empresário em Anápolis são ouvidos e liberados pela Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás ouviu nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, os irmãos Antônio Tavares da Silva e Thiago Tavares da Silva, apontados como suspeitos no assassinato do empresário Glauber Millen Martins da Paixão, ocorrido na última sexta-feira, 19 de junho de 2026, em Anápolis. Após prestarem depoimento na sede do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), a dupla foi liberada, conforme os procedimentos legais aplicáveis à situação.
A liberação dos irmãos, que compareceram à delegacia acompanhados por um advogado, ocorre porque não havia mais a situação de flagrante delito, um requisito legal para a prisão imediata. A legislação brasileira prevê que, passadas as 24 horas do cometimento do crime, a prisão em flagrante não é mais possível, sendo necessária uma ordem judicial para detenção, como a prisão preventiva ou temporária, caso a investigação avance e a autoridade policial entenda que tais medidas são cabíveis e necessárias para o prosseguimento do inquérito.
Detalhes do Homicídio: A Morte do Empresário Glauber Millen
O crime que chocou a comunidade de Anápolis vitimou Glauber Millen Martins da Paixão, proprietário de uma ferragista na cidade. O empresário foi brutalmente assassinado a tiros no bairro Parque Brasília 2ª Etapa, na última sexta-feira. A violência do ato resultou na morte de Glauber ainda no local do atentado, deixando a cena do crime com marcas da brutalidade.
Além do empresário, um passageiro que o acompanhava no veículo também foi atingido pelos disparos. A vítima secundária sofreu ferimentos na perna e foi prontamente socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhada para uma unidade de saúde para receber os cuidados médicos necessários. A identidade do passageiro não foi divulgada, mas sua sobrevivência é um ponto importante para as investigações.
Investigação em Andamento: Depoimento e Liberação Legal
A oitiva dos irmãos Antônio e Thiago Tavares da Silva, conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis, é um passo crucial na apuração do caso. Durante o depoimento, os suspeitos tiveram a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos e responder aos questionamentos dos investigadores, sempre com a assistência de seu representante legal.
A presença do advogado garantiu que todos os direitos constitucionais dos investigados fossem respeitados durante o processo. A liberação após o depoimento, embora possa gerar questionamentos na opinião pública, está em conformidade com o rito processual penal brasileiro, que exige a decretação de prisão por um juiz quando não há flagrante. A Polícia Civil, por sua vez, segue com a coleta de provas e análises para embasar futuras decisões.
A Dívida de R$ 3 Mil: O Motivo Suspeito do Crime
As investigações preliminares da Polícia Civil apontam para uma possível motivação financeira por trás do assassinato de Glauber Millen. Segundo a apuração, o homicídio teria sido deflagrado por uma dívida de aproximadamente R$ 3 mil. Este valor, embora possa parecer pequeno diante da gravidade do crime, é considerado pelos investigadores como o estopim para a tragédia.
A existência de desavenças financeiras é um elemento comum em muitos casos de homicídio, e a polícia trabalha para confirmar se essa dívida realmente foi o fator determinante. A linha de investigação se concentra em detalhar a natureza dessa dívida, as partes envolvidas e como as discussões em torno dela podem ter escalado para o desfecho fatal. A Polícia Civil de Goiás não descarta outras motivações, mas a dívida é, até o momento, a principal hipótese.
Próximos Passos da Polícia e o Futuro do Caso
Mesmo com a liberação dos irmãos, a investigação sobre a morte do empresário Glauber Millen Martins da Paixão está longe de ser concluída. A Polícia Civil continua empenhada em reunir mais elementos e provas que possam solidificar o inquérito. Os próximos passos incluem a análise de perícias, depoimentos de outras testemunhas e a busca por imagens de segurança que possam ter registrado o momento do crime ou a movimentação dos suspeitos.
Caso os investigadores entendam que há elementos suficientes e que as medidas são necessárias para a garantia da ordem pública, da instrução criminal ou para evitar a fuga dos suspeitos, a Polícia Civil poderá representar junto ao Poder Judiciário pela decretação de medidas cautelares, como a prisão preventiva. O caso segue em sigilo para não atrapalhar o andamento das apurações, mas a expectativa é de que novas informações sejam divulgadas à medida que o inquérito avance.
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