Hospital administrado pelo Albert Einstein em Goiás enfrenta denúncias de infestação de percevejos
Pacientes e familiares que frequentam a enfermaria feminina do segundo andar do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), em Goiânia, enfrentam uma situação crítica relacionada às condições de saneamento e higiene da unidade. Relatos recentes apontam a presença de percevejos espalhados pelas dependências do setor, subindo por paredes e alcançando leitos ocupados por mulheres que se recuperam de intervenções cirúrgicas, acidentes e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
A gestão do estabelecimento é realizada pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. A denúncia ganhou ampla repercussão após veiculação na página do Instagram do jornalista Oloares Ferreira, na qual uma paciente classificou o cenário interno como desumano, destacando a vulnerabilidade de mulheres que, muitas vezes desacordadas, não conseguem se defender dos insetos.
Condições precárias e relatos de acompanhantes
Diante da proliferação dos insetos, acompanhantes relatam que precisam assumir uma vigília constante sobre os leitos para retirar os percevejos manualmente e tentar impedir picadas nas pacientes. Segundo denúncias registradas na apuração, colchões apontados como totalmente infestados permaneceriam nos quartos, expondo pessoas em recuperação a riscos sanitários e situações de vulnerabilidade.
O episódio ocorre em um contexto de questionamentos anteriores sobre a qualidade dos serviços prestados na unidade de saúde. Há aproximadamente dois meses, servidores públicos já haviam formalizado reclamações referentes a problemas gastrointestinais decorrentes de refeições servidas com larvas no hospital.
Histórico de problemas e superlotação
Além das questões sanitárias recentes, registros anteriores apontam reclamações recorrentes sobre o funcionamento do Goiás 24 Horas e de outros veículos locais acerca da assistência prestada na rede pública de saúde. Pacientes em estado grave teriam recebido alta antes da recuperação completa, enquanto problemas estruturais como superlotação e ocupação de corredores continuam a desafiar a capacidade de atendimento da instituição.
O modelo de administração hospitalar por entidades privadas, frequentemente associado a padrões elevados de excelência em redes particulares, torna-se alvo de debates públicos na região. Críticos apontam o contraste entre a promessa de gestão qualificada e a realidade encontrada por usuários do sistema público de saúde em Goiânia.
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