Imprensa da Câmara de Aparecida: Surda, Muda e Trancada

Quando se cria um departamento de imprensa em um órgão público, espera-se que ele funcione como ponte entre a instituição e a sociedade, promovendo transparência, acesso à informação e visibilidade às ações parlamentares. Em Aparecida de Goiânia, no entanto, a realidade é outra.
A comunicação da Câmara Municipal se transformou em um sistema fechado, isolado da população. A orientação do presidente da Casa, vereador Gilsão Meu Povo, é para que demandas da sociedade sejam direcionadas à repórter Thais Camargo — que, na prática, atua como porta-voz das vontades do presidente. O problema é que, ao ser procurada, a referida profissional simplesmente não responde. Simplesmente diz que vai conversar com o presidente e nunca mais da sinal de vida
Se essa conduta é por iniciativa própria ou por conluio com o presidente, não sabemos ao certo. O fato é que a comunicação institucional virou uma fortaleza inacessível — um completo descompromisso com a transparência e, pior ainda, um desrespeito com o cidadão-eleitor, que sustenta com seus impostos os salários dos 25 vereadores da Casa.
Essa postura compromete a credibilidade da instituição e afronta princípios básicos da democracia, como a liberdade de expressão, o direito à informação e a publicidade dos atos públicos. Não se trata de ataque pessoal, mas de um chamado à responsabilidade: a Câmara Municipal precisa prestar contas à população que a elegeu.




