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Goiânia negocia segundo prédio do Pão de Açúcar após venda de R$ 41 milhões

A movimentação no mercado imobiliário comercial de Goiânia continua intensa após recentes negociações envolvendo redes de grande porte na capital. Pouco tempo depois da comercialização de uma área expressiva no Setor Bueno, outro endereço tradicional que abriga uma unidade do Pão de Açúcar passou a ser alvo de tratativas comerciais na região central e valorizada da cidade.

As operações fazem parte de uma estratégia de gestão de ativos e envolvem fundos imobiliários e investidores locais. Embora a identidade do comprador do segundo espaço não tenha sido revelada publicamente, o andamento das conversas evidencia o dinamismo e a valorização de pontos comerciais estratégicos nos bairros mais movimentados do município.

Negociação e valores no mercado imobiliário

O primeiro terreno comercial envolvido nessa estratégia de desinvestimento chamou a atenção do mercado pelos números expressivos. Localizada na Avenida T-5, a área de 5,6 mil metros quadrados no Setor Bueno foi negociada por R$ 41 milhões.

Em contrapartida, os detalhes financeiros referentes ao segundo terreno, situado na Avenida República do Líbano, no Setor Oeste, mantêm-se sob sigilo parcial. As tratativas foram comunicadas formalmente ao mercado em setembro, estruturando um modelo de pagamento parcelado que se estende por vários anos para garantir a segurança jurídica e financeira da transação.

Estrutura de pagamento e prazos estabelecidos

O planejamento financeiro desenhado para a operação imobiliária prevê um cronograma de repasses diluído ao longo do tempo. A composição envolve o fundo TRX Real Estate II (TRXB11) e a TR2 Empreendimentos Imobiliários, estabelecendo marcos específicos para a quitação total do montante acordado entre as partes.

  • Primeira parcela estipulada em aproximadamente R$ 19,4 milhões.
  • Repasse adicional de R$ 1,1 milhão condicionado à transferência formal do contrato de locação.
  • Duas parcelas intermediárias de R$ 4,1 milhões com vencimentos programados para março e setembro de 2027.
  • Saldo final de R$ 12,3 milhões com quitação prevista para março de 2028.

Impacto para os fundos e futuro da unidade

As gestoras envolvidas na operação mantêm projeções otimistas quanto ao retorno financeiro gerado pelas transações. A expectativa em relação à venda da unidade do Setor Bueno aponta para um lucro estimado em R$ 14 milhões, o que representa cerca de R$ 3,44 por cota, com uma taxa interna de retorno projetada em 13% ao ano.

É importante ressaltar que a alteração na titularidade dos imóveis não altera o funcionamento imediato das operações comerciais instaladas nos locais. A estrutura da operação prevê a transferência dos contratos de locação vigentes, assegurando que a mudança de proprietário ocorra sem impacto direto na prestação de serviços aos consumidores que frequentam os supermercados.

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