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Home office recua em Goiás após atingir pico histórico de trabalhadores remotos

O modelo de trabalho remoto, que se consolidou como uma alternativa indispensável durante a crise sanitária global, começa a mostrar sinais de arrefecimento no cenário goiano. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados em outubro de 2026 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que Goiás contabilizou 224 mil trabalhadores em home office em 2025. O número representa uma retração de 6,3% em comparação ao ano anterior, quando o estado atingiu o ápice da série histórica com 239 mil profissionais atuando de casa.

Trajetória do teletrabalho na última década

Apesar da queda recente, a análise de longo prazo demonstra que o trabalho remoto ainda ocupa um patamar significativamente superior ao observado há dez anos. Em 2015, o estado registrava 112 mil pessoas nessa modalidade. O salto para os 224 mil atuais configura um crescimento de 100% em uma década, evidenciando uma mudança estrutural nas relações laborais que antecede, inclusive, o impacto da pandemia de Covid-19.

Os registros históricos indicam que o movimento de adesão ao teletrabalho em Goiás já apresentava uma curva ascendente consistente antes de 2020. Em 2017, o contingente era de 127 mil trabalhadores (4,8% da população ocupada acima de 14 anos), subindo para 143 mil em 2018 e atingindo 195 mil em 2019. Esse histórico reforça que a modalidade não foi apenas uma resposta emergencial, mas uma tendência que se consolidou no mercado de trabalho regional.

Posicionamento de Goiás no cenário nacional

Mesmo com a redução observada no último levantamento, Goiás mantém uma posição de destaque no panorama brasileiro. O estado ocupa atualmente a décima colocação no ranking nacional de trabalhadores em regime de home office. Regionalmente, o território goiano lidera o Centro-Oeste em números absolutos, superando o Distrito Federal, que registra 122 mil trabalhadores remotos, além de Mato Grosso (75 mil) e Mato Grosso do Sul (74 mil).

Enquanto Goiás enfrentou uma retração de 6,3% no último ano, o cenário nacional apresentou um comportamento distinto. O Brasil registrou um crescimento de aproximadamente 1% no mesmo período, totalizando 6,648 milhões de pessoas em home office em 2025. São Paulo permanece na liderança isolada do ranking, com 1,717 milhão de profissionais, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Perspectivas e mudanças no mercado

O crescimento acumulado do teletrabalho no Brasil, que saltou de 2,702 milhões para 6,648 milhões em dez anos, reflete uma expansão de cerca de 146%. Esse índice nacional supera a marca goiana de 100% no mesmo período, sugerindo que, embora Goiás tenha acompanhado a tendência de digitalização das funções, a velocidade de adoção do modelo remoto apresenta nuances específicas em relação aos grandes centros econômicos do país.

A oscilação nos números de Goiás levanta debates sobre a organização das empresas e a preferência dos trabalhadores. A estabilização ou o recuo do home office pode estar atrelado ao retorno de políticas de trabalho presencial ou híbrido adotadas por setores estratégicos da economia local. O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos dessas mudanças no mercado de trabalho, trazendo análises fundamentadas sobre como as transformações econômicas impactam diretamente a vida dos brasileiros.

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