Prisão em Goiânia revela esquema de repasse de remédios irregulares para estética

A Polícia Civil avançou nas investigações sobre os procedimentos estéticos clandestinos em Goiânia com a prisão em flagrante de uma mulher suspeita de fornecer insumos e medicamentos sem controle sanitário para a fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva. A suspeita foi detida nesta terça-feira (20) durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na capital de Goiás, revelando um esquema paralelo de distribuição de substâncias proibidas.
As autoridades policiais confirmam que o número de denúncias formais contra a principal investigada já alcança 24 vítimas. O caso ganhou ampla repercussão nacional devido à gravidade dos relatos, que incluem queimaduras, deformidades e lesões corporais gravíssimas. Duas pacientes continuam hospitalizadas para tratamento médico contínuo em decorrência das complicações cirúrgicas.
Apreensão de produtos e origem internacional
Durante a operação policial, os agentes encontraram um estoque expressivo de materiais e substâncias de uso restrito ou proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre os itens recolhidos estão ampolas de injetáveis, toxinas botulínicas, seringas e produtos estrangeiros sem documentação fiscal ou comprovação de procedência lícita.
Em depoimento inicial aos investigadores, a mulher presa admitiu que adquiria os medicamentos diretamente no Paraguai, comercializando-os sem qualquer aval regulatório. A apuração policial também identificou mensagens e registros financeiros que comprovam a negociação recorrente, o controle de estoque, a tabela de preços e a logística de entrega dos insumos para clínicas e profissionais da área.
Investigação sobre os limites da atuação profissional
As autoridades esclarecem que os procedimentos realizados extrapolam de maneira drástica as prerrogativas profissionais da investigada principal. Embora possua formação técnica na área estética, a legislação vigente impede a execução de cirurgias invasivas, ressecção de tecidos ou alteração anatômica sem a devida qualificação médica específica.
Relatórios médicos anexados ao inquérito detalham quadros clínicos alarmantes, com relatos de dor extrema, infecções generalizadas, necrose e cicatrizes profundas. O caso segue sob apuração rigorosa da Polícia Civil para identificar novos envolvidos e determinar a extensão exata da rede de fornecimento clandestino na região.
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