Família de professora espancada em caminhada relata dor e clama por justiça

A família da professora aposentada da Universidade Federal de Goiás Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, expressou profundo abalo emocional após a violenta agressão sofrida pela idosa durante uma caminhada no Setor Bueno, em Goiânia. O crime, cometido com o uso de uma garrafa de vidro quebrada, gerou forte comoção pública e apreensão entre os familiares, que agora cobram rigor das autoridades e o endurecimento das leis de proteção à sociedade.
Em publicação compartilhada nas redes sociais, Camila Caramaschi, prima da vítima, detalhou o impacto devastador da violência e externou o temor de que o principal suspeito, identificado como Kaio Kalton de Brito, de 22 anos, possa retornar às ruas. O caso foi registrado por câmeras de segurança e mobilizou a atenção de moradores da região e de autoridades de segurança pública em Goiás.
Violência brutal e estado clínico grave
O ataque aconteceu quando a professora realizava sua rotina habitual de caminhada. De acordo com informações repassadas pela família, Elizabeth sofreu fraturas generalizadas nos ossos da face, além de ferimentos graves na região da cabeça e uma perfuração no pulmão, exigindo intervenção médica imediata e complexa.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva. A gravidade dos traumas exigiu intubação e coma induzido, além de suporte ventilatório contínuo enquanto a equipe médica monitora de perto a evolução de seus sinais vitais e lesões internas.
Evolução no tratamento e próximos procedimentos
Apesar da gravidade do quadro clínico, o filho da professora, Thiago Caramaschi, informou que a paciente apresentou sinais de melhora e estabilização nos últimos dias. Entre os avanços relatados estão a retirada do colar cervical, a diminuição gradual dos medicamentos sedativos e o início da alimentação por meio de sonda gástrica.
Os especialistas que acompanham o caso planejam realizar novos exames de imagem para avaliar a cicatrização e o estado geral dos órgãos atingidos. A autorização para a realização da primeira cirurgia bucomaxilofacial depende exclusivamente da manutenção da estabilidade clínica da paciente nos próximos dias.
Investigação policial e repercussão familiar
O suspeito da agressão foi preso em flagrante logo após o crime e teve a prisão convertida em preventiva após passar por audiência de custódia. Ele deve responder criminalmente por tentativa de feminicídio. A Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que atuou para garantir o direito constitucional de defesa na audiência, mas optou por não emitir novos comentários sobre o processo.
Em paralelo às investigações, familiares do jovem relataram que ele estava desaparecido havia semanas, sendo localizado justamente após a veiculação das notícias sobre o ataque em Goiânia. Parentes expressaram surpresa com a conduta violenta, afirmando que o rapaz não apresentava histórico público de agressividade antes do episódio.
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