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Candidato corrige doação milionária após erro de preenchimento no TSE

O cenário eleitoral catarinense foi marcado por um episódio inusitado nesta semana, quando o candidato a deputado estadual Dr. Elcio (MDB) precisou retificar uma informação em sua prestação de contas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O sistema, que chegou a exibir uma doação de mais de R$ 10 trilhões, teve o valor ajustado para R$ 1 mil na última quinta-feira (1º).

A origem do erro nos registros eleitorais

O equívoco ocorreu no preenchimento dos dados referentes a uma contribuição realizada em 26 de setembro. O montante original, registrado como R$ 10.000.005.726.800,90, correspondia, na verdade, aos dígitos do CPF do doador, o empresário Ismael Amandio. O erro de digitação acabou inserindo o nome do colaborador no topo do ranking nacional de doadores das eleições de 2026, superando figuras como o empresário Rubens Ometto, que declarou R$ 5,9 milhões em repasses.

Regras e limites para o financiamento de campanha

A legislação eleitoral brasileira impõe limites rigorosos para o financiamento de campanhas por pessoas físicas. De acordo com as normas vigentes, cada doador pode contribuir com até 10% dos rendimentos brutos obtidos no ano anterior ao pleito. Para aqueles que não são obrigados a declarar Imposto de Renda, o teto é calculado com base em 10% do limite de isenção previsto para o exercício de 2026.

As doações podem ser realizadas via transferência bancária, Pix ou financiamento coletivo, desde que devidamente identificadas pelo CPF. A Justiça Eleitoral proíbe terminantemente o aporte de recursos provenientes de empresas, fontes estrangeiras, concessionárias de serviços públicos, além de vazar o uso de criptomoedas ou cartões pré-pagos para o financiamento.

Transparência e fiscalização do TSE

A obrigatoriedade de informar o recebimento de recursos em até 72 horas é um dos pilares da transparência no processo democrático. O sistema DivulgaCand Contas permite que qualquer cidadão acompanhe a origem das receitas declaradas pelos candidatos. Além do controle sobre as doações, o TSE estabelece um teto de gastos para cada cargo; no caso de deputados estaduais em Santa Catarina, o limite fixado para 2026 é de R$ 1.270.629,01.

O descumprimento dessas normas, seja pelo excesso de doações ou pelo estouro do teto de gastos, pode resultar em multas de até 100% sobre o valor excedente. Casos mais graves podem ser enquadrados como abuso de poder econômico, sujeitando o candidato a sanções mais severas. A correção feita pelo Dr. Elcio reforça a importância da conferência rigorosa dos dados inseridos nos portais oficiais, evitando ruídos desnecessários no debate político.

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