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Corretor é preso em Goiás por suspeita de golpes milionários com imóveis de luxo

A Polícia Civil de Goiás prendeu Roger Kogi Tabata, de 57 anos, proprietário de uma imobiliária e corretor, sob a grave acusação de aplicar golpes milionários envolvendo imóveis de luxo em Goiânia e outras cidades do estado. As investigações apontam que o prejuízo total causado às vítimas já ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, com oito denúncias formalizadas até o momento.

A prisão de Tabata, realizada em seu apartamento no Jardim Goiás, é resultado de uma apuração que se estende por cerca de três meses. O caso veio à tona após uma das vítimas procurar a delegacia no Setor Bueno, relatando que o administrador da locação de seu imóvel havia se apropriado indevidamente dos valores de aluguéis. Os imóveis envolvidos nas fraudes eram, em média, alugados por R$ 5 mil mensais, evidenciando o perfil de alto padrão das propriedades e dos clientes lesados.

Modus Operandi: A teia dos golpes em imóveis de luxo

Os golpes atribuídos a Roger Kogi Tabata não se limitavam apenas à retenção de aluguéis. O esquema, conforme detalhado pelas vítimas e pela polícia, era mais abrangente e sofisticado, atingindo tanto proprietários que confiavam seus imóveis para locação quanto pessoas interessadas na compra de apartamentos de alto padrão.

A enfermeira Amanda Guimarães, uma das vítimas que teve a coragem de relatar sua experiência à TV Anhanguera, descreveu um padrão de atrasos e, posteriormente, a interrupção total dos repasses de aluguéis. “O combinado era ele repassar R$ 5.500, descontando a taxa de administração dele, todo dia 25 do mês. Ele não fez da forma correta. E aí ele começou a atrasar, atrasar, atrasar. E em agosto ele não pagou mais”, desabafou Amanda, ilustrando a angústia de muitos proprietários.

Outra vítima, que preferiu não ser identificada, revelou ter sido enganada na tentativa de comprar um apartamento. Ela efetuou um pagamento de R$ 115 mil como entrada para um imóvel avaliado em R$ 500 mil. No entanto, o apartamento nunca foi entregue, e o corretor utilizava de artifícios para postergar a entrega. “Quando era pra assinar algum papel, pra ir lá ao cartório, ele vinha pessoalmente. Me colocou no carro dele, bem elegante. (Ficava) Enrolando pra entregar o imóvel. Sempre falava que estava quase pronto”, contou a mulher, destacando a habilidade do suspeito em manter a confiança das vítimas.

A investigação e os crimes imputados ao corretor

O delegado William Bretz, responsável pela investigação, explicou que Roger Kogi Tabata empregava uma série de desculpas para justificar a retenção dos valores. “Ele dizia às proprietárias que o inquilino passava por um momento difícil, pra poder ganhar tempo e, através de artimanhas, estratagemas, buscar mais valores e eventualmente ir conseguindo mais e mais. E ir se enriquecendo assim”, detalhou o delegado à TV Anhanguera, revelando a estratégia de manipulação.

O advogado Tabajara Povoa, que representa duas das vítimas, informou que uma de suas clientes ficou um ano sem receber o dinheiro do aluguel, acumulando um prejuízo de aproximadamente R$ 60 mil a R$ 67 mil para cada uma das clientes, totalizando cerca de R$ 120 mil. Diante das evidências e dos depoimentos, a polícia imputou ao empresário a prática de pelo menos três crimes: estelionato, apropriação indébita e associação criminosa.

Repercussão e ação dos órgãos reguladores

O caso de Roger Kogi Tabata levanta sérias questões sobre a segurança nas transações imobiliárias e a fiscalização dos profissionais do setor. O Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Goiás (Sindimóveis) confirmou que recebeu denúncias contra o corretor. Paralelamente, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO) informou que sua Câmara Julgadora analisou os processos, autuou o profissional e solicitou o cancelamento de seu registro, uma medida que visa proteger o mercado e os consumidores de condutas antiéticas e criminosas.

A defesa de Roger Kogi Tabata foi procurada pelo g1, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem. A ausência de posicionamento da defesa, por enquanto, mantém o foco nas acusações e no impacto devastador que os golpes tiveram sobre as vítimas.

Impacto no mercado imobiliário e alerta aos consumidores

Este episódio serve como um alerta crucial para proprietários, inquilinos e compradores de imóveis. A confiança é a base das transações imobiliárias, e casos como o de Roger Kogi Tabata abalam essa confiança, gerando insegurança no mercado. É fundamental que os consumidores sempre verifiquem a idoneidade e o registro profissional de corretores e imobiliárias junto aos órgãos competentes, como o Creci, antes de fechar qualquer negócio.

A transparência e a diligência na checagem de informações são as melhores ferramentas para evitar cair em armadilhas e proteger investimentos significativos. Para mais informações sobre como se prevenir de fraudes no setor, clique aqui e acesse um guia completo sobre como evitar golpes imobiliários.

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