Cidadania e fé: a trajetória de Pedro Sahium e a ética na política

A intersecção entre convicções pessoais e o serviço público
A trajetória de Pedro Sahium, professor e ex-prefeito de Anápolis, oferece um contraponto necessário ao cenário político contemporâneo, marcado frequentemente pela polarização e pelo uso instrumental da religião. Em reflexão recente, o docente da UEG e doutor em Ciências da Religião pela PUC Goiás defende a separação clara entre a cidadania, que define como uma condição inerente ao indivíduo, e a fé, que compreende como uma escolha pessoal e intransferível.
Para Sahium, a experiência cristã não deve servir de plataforma para a demonização de adversários ou a desumanização de quem pensa diferente. Essa premissa ética norteou sua atuação tanto no Legislativo quanto no Executivo municipal, onde buscou conciliar visões distintas em prol da gestão pública. O ex-prefeito enfatiza que o exercício do poder deve ser pautado pela responsabilidade administrativa e pelo respeito ao Estado Democrático de Direito.
Legado administrativo e projetos sociais em Anápolis
Durante sua gestão à frente da Prefeitura de Anápolis, Sahium priorizou a reorganização das contas públicas e a estruturação de serviços essenciais. Um dos marcos de seu mandato foi a regularização da folha de pagamento dos servidores, que enfrentava atrasos crônicos há mais de uma década. Além disso, a criação do sistema RÁPIDO modernizou o atendimento ao cidadão, enquanto a reestruturação do ISSA garantiu maior segurança previdenciária para o funcionalismo municipal.
O impacto social de sua administração também se consolidou através de iniciativas voltadas à educação e ao esporte. A implementação da Escola Viva e do Projeto Zatopeck, focados no atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, permanece como um exemplo de política pública que transcende mandatos. A construção de oito unidades escolares na primeira fase do Ensino Fundamental reforçou o compromisso com a infraestrutura educacional básica da cidade.
Reflexões sobre o papel do eleitor e a ética cristã
Ao analisar o atual momento político, o professor critica a transformação do debate eleitoral em uma guerra maniqueísta entre o bem e o mal. Segundo ele, essa dinâmica é nociva, pois divide famílias e instituições religiosas, esvaziando o sentido real da democracia. Sahium defende que a fé deve inspirar a busca por justiça social, como a defesa de uma tributação progressiva e o apoio a políticas de inclusão, como as cotas estudantis.
O ex-vereador reforça que o voto é uma ferramenta de construção de país e não apenas uma escolha de nomes. Para o autor, o compromisso com o combate à fome, a valorização da pesquisa científica e o respeito à laicidade do Estado são pilares fundamentais para qualquer cidadão que deseje fortalecer a democracia brasileira. Mais informações sobre o cenário político regional e nacional podem ser acompanhadas diariamente em O Parlamento, que mantém o compromisso com a apuração rigorosa e a pluralidade de ideias.




