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Cervejas mais valiosas do mundo: o domínio das marcas premium no mercado global

A resiliência das marcas premium no mercado de bebidas

O mercado global de bebidas alcoólicas passa por uma transformação profunda e acelerada. Mesmo com a desaceleração no consumo em mercados tradicionais, as gigantes do setor têm encontrado na estratégia de premiumização e na inovação de produtos sem álcool o caminho para manter sua relevância financeira. O recente ranking Alcohol Top 20, elaborado pela Kantar BrandZ, ilustra como as marcas mais fortes do mundo conseguem navegar por um cenário desafiador, mantendo o valor de mercado diante de mudanças no comportamento do consumidor.

Embora o valor total das 20 marcas mais valiosas do setor tenha registrado uma queda de 7%, somando US$ 194,1 bilhões, o segmento de cervejas permanece como um protagonista absoluto. O movimento reflete uma tendência consolidada: o consumidor contemporâneo tem optado por beber menos, porém priorizando produtos com maior valor agregado, qualidade percebida e identidade de marca bem definida.

Mudança de hábitos e a ascensão das versões zero

A chamada “Grande Moderação” pressiona a indústria a reinventar suas estratégias. Nos Estados Unidos, a parcela de adultos que consome álcool atingiu o patamar de 54%, o menor índice já registrado. Paralelamente, na Alemanha, as vendas de cerveja caíram abaixo da marca de 4 bilhões de litros no primeiro semestre de 2025. Esse cenário força as fabricantes a buscarem novas ocasiões de consumo e a investirem pesado em tecnologia sensorial.

As versões sem álcool, como a Corona Cero, que registrou um crescimento superior a 70% no primeiro trimestre de 2026, tornaram-se a grande aposta do setor. O desafio das marcas agora é convencer o público de que as opções zero álcool entregam uma experiência sensorial idêntica à das bebidas tradicionais, mantendo atributos como refrescância e sabor, que continuam sendo os principais fatores de decisão no momento da compra.

O peso do Brasil e o domínio da AB InBev

O ranking revela um domínio expressivo das marcas ligadas à AB InBev e Ambev, que concentram oito posições entre as líderes globais. A presença de marcas brasileiras como Brahma e Skol no topo da lista evidencia o peso estratégico do Brasil dentro da indústria global de bebidas. A liderança da Corona, que ocupa o primeiro lugar entre as cervejas pelo terceiro ano consecutivo, reforça que o consumidor atual busca marcas que ofereçam uma experiência completa.

Segundo Dani Waks, vice-presidente de Marketing da Ambev, o sucesso das marcas premium está diretamente atrelado a um consumidor mais exigente. Esse público valoriza não apenas o produto, mas todo o posicionamento e a narrativa por trás da marca. Esse comportamento é o que sustenta o valor de mercado de gigantes como Budweiser, Heineken e Modelo, que ocupam posições de destaque no levantamento.

Perspectivas para o futuro da indústria

Embora as cervejas dominem o cenário, o ranking geral das bebidas alcoólicas ainda é liderado pelos destilados chineses, com a Moutai ocupando o topo absoluto, avaliada em US$ 73,630 bilhões. O estudo aponta que, para além das marcas consolidadas, os próximos motores de crescimento da indústria devem surgir em mercados emergentes, como a Índia e diversas nações africanas, onde o consumo per capita ainda possui amplo espaço para expansão.

O futuro do setor será ditado pela capacidade das empresas em unir inovação, presença digital e estratégias de marketing que dialoguem com as novas gerações. Marcas que conseguirem integrar a experiência de consumo às redes sociais e à conveniência digital estarão na vanguarda da próxima fase do mercado global. O Jornal O Parlamento segue acompanhando as movimentações do mercado e as tendências que moldam o consumo global. Continue conosco para se manter informado com análises aprofundadas e notícias de relevância para o seu dia a dia.

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